Governo
Brasil e 29 países reiteram em Assembleia da ONU compromisso de combater Aids
Representantes de 30 países, incluindo o Brasil, defenderam nesta quarta-feira (8) a ratificação de um compromisso coletivo para combater a Aids. Eles reiteraram a necessidade do incremento de ações de saúde nessa área durante a reunião de alto nível da Sessão Especial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, nos Estados Unidos.
O presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, foi categórico: "Chegamos a um momento crítico. Acredito que, se quisermos ter sucesso, é essencial para as nossas ações haver uma ampla parceria entre os governos, o setor privado e a sociedade civil”. "O acesso universal implica em envolver justiça social e inclusão social", disse Deiss.
Segundo o presidente, é necessário ainda adotar medidas que reduzam custos e ofereçam mais opções de tratamento aos portadores do vírus HIV. Para ele, é fundamental investir na prevenção da doença e exigir o fim da discriminação às pessoas infectadas pelo vírus, permitindo que elas tenham acesso a tratamentos.
O Brasil é representado na reunião pelos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta quinta-feira (9), ao final do encontro, deverá ser aprovada uma declaração reafirmando os compromissos atuais e a decisão de assumir novas ações para reduzir a incidência da doença.
Nas últimas três décadas, mais de 60 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV no mundo. Pelo menos 25 milhões de pessoas morreram e mais de 16 milhões de crianças ficaram órfãs devido à doença. No Brasil, os números se mantêm estáveis, segundo o Ministério da Saúde, que registrou, desde 1980 até junho de 2010, 592.914 casos.
Para os especialistas, a epidemia se mantém estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da Aids no Brasil. No País, há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos.
Fonte:
Agência Brasil
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