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Christine Lagarde é eleita nova diretora-gerente do FMI e Brasil apoia decisão

por Portal Brasil publicado: 28/06/2011 16h12 última modificação: 28/07/2014 13h44

Pela primeira vez na história, o Fundo Monetário Internacional (FMI) será comandado por uma mulher. A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, foi eleita nesta terça-feira (28) como diretora-gerente do órgão. As informações são da BBC Brasil.

Lagarde, 55 anos, substituirá o também francês Dominique Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo no mês passado, depois de se envolver um escândalo sexual. Ela disputava a vaga com o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens.

Mais cedo, ainda nesta terça-feira, o Brasil e outros países, como os Estados Unidos, haviam anunciado apoio à candidatura de Lagarde. Apenas Canadá, Austrália e México apoiaram Carstens.

O Ministério da Fazenda divulgou a nota manifestando o apoio por parte do ministro Guido Mantega, em nome do governo brasileiro. O anúncio foi feito nesta terça-feira antes de Mantega embarcar para o Paraguai, onde participa de reunião de ministros e presidentes de Bancos Centrais do Mercosul.

“Resolvemos escolher a ministra Lagarde pelo seu conhecimento, currículo, conhecimento das questões econômicas mundiais, e fundamentalmente, pelo compromisso em continuar as reformas do Fundo Monetário, não permitindo retrocesso em relação ao que alcançamos nos últimos anos”, disse. 

O governo brasileiro manteve conversas com outros países como Rússia, África do Sul e Argentina e, de acordo com o ministro, há grande sintonia entre emergentes e latino-americanos em relação à expectativa de continuidade das reformas no FMI. “Esses países concordam que não deve haver nenhum retrocesso, que deve haver uma continuidade do processo de abertura do fundo”, disse. Na opinião de Mantega, a instituição não pode mais ter a antiga mentalidade de atuar apenas como fiscalizador de países emergentes.

A expectativa é que a ministra presida o órgão monitorando os demais problemasm mundiais, e não somente aqueles que afetam a Uniao Europeia. “Queremos que o fundo fiscalize mais os países avançados, que são aqueles que têm causado maior instabilidade mundial”, enfatizou. 


Demandas do Brasil

Desde o início do processo de escolha para o novo chefe do FMI, em maio deste ano, Mantega vem afirmando que espera aumento da participação dos países emergentes, com mais votos e maior representação nos cargos mais altos do fundo. Uma voz mais ativa de países em desenvolvimento seria, para o ministro, um reflexo da representação dos emergentes no atual cenário econômico mundial. 

"O Brasil tem poucos funcionários. Não temos ninguém na vice-presidência e nas chefias de departamento, também temos pouca gente”, afirmou. 

Outro ponto sugerido pelo governo brasileiro é de que não sejam impostas restrições ou regras ao controle de capitais, prática realizada por países que têm moedas valorizadas, como o Brasil. 

Além disso, Mantega afirmou que o FMI deve ser cada vez mais, um instrumento de coordenação da economia mundial que trabalha em sintonia com o G-20. 


Fonte: Agência Brasil,
Ministério da Fazenda

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