Governo
Governo defende maior participação de emergentes no Banco Mundial
Ao receber o presidente do Banco Mundial (Bird, na sigla em inglês), Robert Zoellick, no Palácio do Planalto, na quinta-feira (2), a presidenta Dilma Rousseff abordou as grandes transformações do cenário internacional e defendeu uma participação cada vez maior dos países emergentes no Banco Mundial.
Segundo Rodrigo Baena, porta-voz da Presidência da República, Robert Zoellick comunicou à presidenta que o Banco Mundial ainda tem importantes contribuições a dar para o Brasil, principalmente sob a forma de cooperação técnica, e frisou a expertise do Bird em programas de avaliação e monitoramento de políticas públicas e na promoção de intercâmbio de experiências internacionais.
De acordo com assessores do banco, Zoellick informou que o Bird tem uma linha de empréstimo de US$ 3,5 bilhões para estados da região Nordeste. Ele contou também que há uma tendência de migração de recursos para aquela região, que antes demandava cerca de US$ 500 milhões por ano.
Zoellick mencionou que a necessidade do Brasil por empréstimos é cada vez menor, assim como é decrescente a participação do governo federal no estoque de empréstimos contratados; atualmente, 80% dos créditos do Banco Mundial ao País são tomados por estados e municípios, disse Baena.
A presidenta Dilma e o presidente Zoellick discutiram, também, a questão da alta dos preços das commodities agrícolas e seu possível impacto na segurança alimentar de países mais pobres. Nesse sentido, a presidenta Dilma defendeu a implantação de projetos que ajudassem a África a realizar todo o seu potencial agrícola e disse que o Brasil está disposto a participar desse esforço. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – segundo a presidenta – seria um bom modelo a ser adotado naquele continente.
O presidente do Banco Mundial referiu-se, ainda, a conversas que manteve em Deauville, na França, com chanceleres de Tunísia e Egito, países convidados para a última Cúpula do G8. Na ocasião – segundo Zoellick – ele defendeu que o Bolsa Família, programa de distribuição de renda do governo federal, deveria ser adotado como modelo para políticas de inclusão social a serem implantadas no atual processo de redemocratização do norte da África.
Fonte:
Blog do Planalto
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