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Países em desenvolvimento têm mais capacidade de cooperação internacional para superar a miséria
Os países em desenvolvimento têm atualmente melhores condições de fornecer cooperação internacional. Entretanto, é preciso aumentar e aprimorar a capacidade técnica para atender à demanda crescente por esse tipo de colaboração. A conclusão é de autoridades que participaram, nesta segunda-feira (4), em Brasília, da abertura da “Segunda oficina sobre política social e cooperação internacional: desafio para os ministérios de Desenvolvimento Social e para a Rede Interamericana de Proteção Social”.
Para o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, uma das consequências desse aumento da capacidade de cooperar é a necessidade de aprimorar as ações. “Temos uma demanda crescente que nem sempre é possível atender, por isso precisamos aumentar nossa qualidade de cooperação”, disse.
Para a Organização dos Estados Americanos (OEA), afirma o secretário executivo da organização, Maurício Costa, “é fundamental superar o assistencialismo e apoiar a cooperação entre os países membros, a fim de alcançar a superação da pobreza e fortalecimento da democracia na região”.
Em recente reunião global da entidade, as políticas sociais da América Latina interessaram aos demais integrantes do programa, conforme declarou o representante no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek. “Em especial o Brasil tem provado que é possível distribuir renda e crescer ao mesmo tempo, desmistificando o que era pregado no passado, de que era preciso primeiro crescer para depois repartir o bolo”, enfatizou.
O chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, ministro Sílvio Albuquerque, lembrou que o País tem se destacado internacionalmente pelas políticas de combate ao trabalho escravo e infantil. O ministro Marco Farani, diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), recordou que o governo do presidente Lula incluiu milhões de brasileiros no mercado de trabalho e em políticas sociais. “Isso nos credencia a compartilhar nossas políticas com os demais países, sem impor”, destaca.
A oficina, organizada pelo MDS em parceria com a OEA e com apoio do Pnud e da Enap, segue até a próxima quarta-feira (6), com participação de 12 membros da OEA, além de representantes do Governo Federal e universidades e de parceiros internacionais.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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