Governo
Cepal nega associação entre crise atual e anteriores, mas alerta as Américas
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) rejeitou nesta terça-feira (9) a análise que aponta a volatilidade financeira dos últimos dias como um prenúncio de recessão semelhante à registrada em 2008 e 2009. A secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, evitou comparações entre a crise financeira atual e as anteriores. Segundo ela, a comissão monitora atentamente os países da região porque os europeus estão entre seus principais parceiros e por isso deve haver atenção para os impactos causados pela crise. As informações são da agência pública de notícias do México, a Notimex.
“Eu não descarto nada em situações atuais", disse a secretária. "Acho que há uma preocupação, mas não há atenção [dos países que pertencem à Cepal], pois na crise de 2008 muitos foram pegos de surpresa. Agora não, agora não há atenção, há uma preocupação e há instituições observando o que acontece", acrescentou Alicia.
Para a secretária, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os órgãos financeiros vinculados à União Europeia (UE) estão conscientes e atentos. Alicia lembrou que o Banco Central Europeu emitiu uma declaração "muito forte” em apoio aos países da Europa indicando uma sinalização positiva.
Segundo a secretária, a manifestação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na segunda-feira (8) também mostrou sinais de tranquilidade depois do acordo sobre a dívida norte-americana com o Congresso, apesar da redução do ranking dado pela agência de análise de riscos Standard & Poors.
"Acho que agora o foco mais importante é na Europa em vez dos Estados Unidos. Eu acho que nos Estados Unidos o debate é altamente politizado, mas continua a ser uma economia forte, com base importante para o desenvolvimento", disse.
Fonte:
Agência Brasil
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