Governo
Dilma defende diálogo como solução para crise nos países muçulmanos
A presidenta Dilma Rousseff defendeu o diálogo como o caminho para uma solução pacífica da crise política e social que atinge os países muçulmanos, principalmente Síria e Líbia. Ela ressaltou que o Brasil pode defender essa posição porque é um país pacífico e livre de armas nucleares. “Temos legitimidade para recomendar uma atitude mais ousada, em razão das rápidas transformações no mundo”, disse a presidenta nesta segunda-feira (8), durante almoço oferecido ao primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Itamaraty.
Indiretamente, Dilma se referiu às discussões que ocorrem na Organização das Nações Unidas (ONU) quando países como Estados Unidos, França e Alemanha defenderam uma ação mais ostensiva em relação à Síria, enquanto Brasil, Reino Unido e países muçulmanos são favoráveis à negociação, sem o peso da interferência externa.
“O uso da força deve ser sempre o último recurso. E sua autorização deve apoiar-se em consenso internacional, plural e representativo”, disse a presidenta.
Em parceria com Índia e África do Sul, o Brasil participa diretamente das negociações envolvendo o governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad, na tentativa de encerrar o impasse no país. O Brasil estará representado pelo subsecretário para Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Cordeiro. Ele deve chegar a Damasco, capital da Síria, ainda esta semana para participar da missão do Ibas, grupo que inclui Brasil, Índia e África do Sul.
O governo brasileiro apoiou a declaração das Nações Unidas condenando a violência na Síria, com apelo por reformas, mas defendendo que as medidas liberalizantes sejam adotadas internamente, sem ingerência estrangeira. A declaração foi divulgada na semana passada.
Fonte:
Agência Brasil
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