Governo
Brasil defende na ONU ampliação da participação de países na solução da crise mundial
O Brasil defendeu nesta quarta-feira (21), na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a ampliação da participação dos países na solução da atual crise financeira mundial, já que todas as nações sofrem as consequências da atual situação econômica.
“Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países”, disse a presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher a abrir a assembléia em mais de 60 anos.
A presidenta brasileira disse acreditar que, se não debelada, a crise pode se transformar em uma grave ruptura política e social. “Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção”, frisou. Para o Brasil, a crise é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política.
Dilma Rousseff lembrou que ainda não foi encontrada uma solução por falta de “recursos políticos e de clareza de ideias” por parte dos países desenvolvidos. Citou, ainda, o exemplo de como o Brasil tem agido para fazer frente aos efeitos negativos da atual conjuntura.
País declara apoio à Palestina
O Brasil também defendeu, na assembléia, o ingresso pleno da Palestina nas Nações Unidas. "Chegou o momento" para a adesão de um Estado palestino como membro pleno da organização, declarou a presidenta.
Ela lembrou que o Brasil já reconhece o Estado palestino com as fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967 e que esse reconhecimento, pelas outras nações, ajudará a obter uma paz duradoura no Oriente Médio: "Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional."
A Embaixada da Autoridade Nacional Palestina (ANP) no Brasil, sediada em Brasília, agradeceu nesta quarta-feira (21) o apoio à criação de um Estado independente e autônomo, manifestado pela presidenta Dilma Rousseff em seu discurso na ONU.
"O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nessa assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título", enfatizou a presidenta.
O governo brasileiro já considera oficialmente a existência do Estado palestino desde dezembro de 2010, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem de reconhecimento à Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Proposta nesse sentido foi encaminhada à ONU pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, e tem o apoio da maioria dos países-membros da organização. O tema deve ser submetido à votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para ser aprovado, o pedido tem de contar com nove votos favoráveis, de um total de 15.
Integração para superar crise
Ainda sobre a crise financeira, Dilma Rousseff defendeu a necessidade de esforços de integração das nações para a superação da crise e retomada do crescimento.
“Não haverá retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificaram os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e das demais instituições multilaterais como o G20, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial”.
Para ela, “a ONU e essas organizações precisam emitir com máxima urgência sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica”. O Brasil está apto a ajudar os países em desenvolvimento e que é preciso lutar contra o desemprego no mundo, afirmou.
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