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Produtores de cacau debatem em Brasília certificação do protuto
Os dez maiores produtores de cacau do mundo estão reunidos em um workshop em Brasília. Eles discutem, desde segunda-feira (12), a certificação internacional da lavoura do fruto. O estabelecimento de um padrão de qualidade é demanda dos países fabricantes de chocolate, como a Suíça, Bélgica, França, Alemanha, Holanda e os Estados Unidos.
A 74ª Assembleia da Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal, sigla em inglês), que prossegue até sexta-feira (16), tem como objetivo encontrar um modelo comum de certificação do cacau entre os países membros da Copal. Para isso, cada país apresentará as etapas para certificar o fruto em seu país.
“Os processos de certificação, padronização e indicação geográfica privilegiam a rentabilidade do produtor”, afirma Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
A expectativa do mercado internacional é que até o fim da safra 2010/2011 haja regras quanto à qualidade do produto (normas de segurança alimentar), ao controle de impacto ambiental e às garantias de mercado justo, evitando, por exemplo, a exploração de força de trabalho infantil. Durante a reunião será iniciada pelos produtores a elaboração de proposta de normas de certificação.
O presidente do comitê dos peritos de mercado, Edem Amegashie, citou a importância do workshop para o mercado de países produtores. Segundo ele, a Europa e o Japão pretendem, até 2020, ter apenas chocolates certificados nas gôndolas e esta tende a se tornar uma estratégia global.
Já o secretário-geral em exercício da Copal, Anuar Khabar, representante da Malásia, diz que pretende compartilhar o modelo aplicado em seu país e acredita que a certificação do cacau é importante tanto pelo valor agregado ao produtor, quanto pela qualidade que terá o produto final.
Além do workshop e da programação da 74ª Assembleia, os representantes vão eleger, até o fim do evento, o novo secretário da Aliança. Atualmente a Copal é composta por dez países membros: Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Malásia, Nigéria, República Dominicana, São Tomé e Príncipe e Togo. Os países membros representam 75% da produção mundial de cacau.
Copal
A Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal) é uma organização intergovernamental, instituída em janeiro de 1962, por representantes dos governos de cinco países produtores. Eram eles: Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Hoje a aliança tem dez países participantes e qualquer país produtor de cacau poderá ser considerado membro da Aliança, desde que aceite o estatuto fundamental da Copal – a Carta de Abidjan.
São objetivos principais da instituição: o intercâmbio de informação técnica e científica, a discussão de problemas de interesse mútuo em busca do avanço das relações sociais e econômicas entre os produtores. A aliança também busca assegurar a oferta adequada de cacau para o mercado a preços remuneradores e promover a expansão do consumo de cacau.
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