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Grevistas recusam desconto de dias parados e Correios acusam sindicatos de intransigência
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos divulgou nota, nesta quarta-feira (28), afirmando que, “ao rejeitar a proposta de parcelamento do desconto dos dias parados, na presença do procurador do Trabalho e coordenador Nacional de Liberdade Sindical (Conalis), Ricardo Brito Pereira, que mediou as negociações nesta quarta-feira (28), a Fentect [Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares] impediu o fim da greve dos Correios”.
Em reunião realizada nesta quarta-feira, os empregados e a direção dos Correios não chegaram a um acordo sobre o desconto dos dias não trabalhados no contracheque dos funcionários. Com isso, a categoria mantém a greve, iniciada no último dia 14.
Em uma reunião intermediada pelo Ministério Público do Trabalho, os funcionários rejeitaram a proposta da empresa de parcelar o desconto dos dias parados.
“Os trabalhadores aceitam colocar a carga em dia, trabalhar por compensação, mas não aceitamos os descontos de dias”, diz Saul da Cruz, do comando de negociações da Fentect. Na próxima terça-feira (4), informou ele, caravanas de todos os estados devem chegar a Brasília para fazer uma manifestação.
“A empresa, que tomou a iniciativa de retomar o diálogo com a representação sindical — onde houve avanço e entendimento a respeito das cláusulas econômicas —, lamenta o fato dos representantes dos trabalhadores manterem o impasse sobre os dias parados, mesmo com a flexibilização da proposta, com o parcelamento do desconto sobre esses dias”, afirma a nota dos Correios.
Segundo a ECT, a proposta prevê reajuste de 6,87% sobre salário e benefícios, aumento linear de R$ 80 a partir de janeiro de 2012 e abono imediato de R$ 500. A proposta representa aumento real de 9,9% no salário base inicial de agente de Correios.
“O Ministério Público do Trabalho acha razoável que o desconto fosse realizado em um prazo maior para que o trabalhador não sofra nenhum impacto. É possível fazer um acordo para resolver esse impasse, a fim de que a atividade se regularize o mais rápido possível”, afirmou o procurador, segundo a ECT.
A nota acrescenta que “os Correios conclamam os trabalhadores parados a retornar às atividades para o bem da população brasileira e da empresa.O índice de paralisação nacional manteve nesta quarta-feira o mesmo porcentual de ontem: em torno de 20%”.
Fonte:
Correios
Agência Brasil
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