Governo
Patriota ratifica decisão do País de aguardar a ONU para se posicionar sobre a Líbia
Em visita a Sófia, capital da Bulgária, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou nesta sexta-feira (2) que aguarda definição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de quem será o representante legítimo do povo líbio. Assim como vários países árabes e africanos, o Brasil não reconhece o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio – comandado pela oposição – como responsável pelo governo provisório no país e deve seguir a indicação da ONU.
Patriota ressaltou que a presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretendem promover em Nova York, neste mês,uma reunião com líderes da comunidade internacional para debater exclusivamente a situação na Líbia. Até lá, o Brasil manterá a posicionamento de não reconhecer a oposição como responsável pelo governo de transição da região.
"Consideramos que não é necessário nos pronunciar nesta etapa. Acreditamos que a próxima Assembleia Geral da ONU vai decidir quem é o legítimo representante da Líbia nos fóruns internacionais”, disse Patriota. A sessão da Assembleia Geral ONU ocorre no próximo dia 18.
O chanceler ressaltou que, apesar de não considerar um representante legítimo para os líbios, o Brasil reconhece o “CNT como um interlocutor nesse processo”. “A principal mensagem que se refere à conferência nesta etapa é insistir em um cessar-fogo imediato, em um calendário de transição na Líbia e na realização de eleições”, disse.
Depois de reunião com o chanceler búlgaro, Nikolai Mladenov, Patriota recomendou que todo o processo envolvendo a Líbia seja acompanhado de perto pelas autoridades das Nações Unidas. “A ONU deve vigiar a situação tanto antes quanto depois do cessar das hostilidades”, afirmou. A oposição líbia promete promover eleições presidenciais no país em até 20 meses, caso assumam o poder.
De acordo com o Itamaraty, a comunidade internacional deve colaborar com a Líbia nas medidas adotadas depois de encerrado o conflito na região, especialmente as entidades regionais, como a Liga dos Estados Árabes e a União Africana.
No começo do ano, o Brasil publicou decreto ratificando a decisão da ONU de impor restrições à Líbia, envolvendo o embargo de armas, congelamento de bens e limitações de viagens de autoridades ligadas ao líder líbio Muammar Khadafi ao exterior. Tradicionalmente, o Brasil é contrário à adoção de sanções.
Fonte:
Agência Brasil
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