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MDA vai impulsionar crédito familiar e solidário a partir de 2012

por Portal Brasil publicado: 22/12/2011 17h13 última modificação: 28/07/2014 13h22

No início do mês de janeiro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai colocar em prática uma agenda operacional com o cooperativismo brasileiro. Uma reunião agendada para o dia 17 com representantes do ministério e do setor do cooperativismo de crédito familiar e solidário vai impulsionar temas como, por exemplo, sustentabilidade, Rede Brasil Rural, assistência técnica e extensão rural e expansão do cooperativismo no campo.

A data agendada é resultado de uma reunião ocorrida nesta quarta-feira (21) com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence, dos secretários do ministério e de representantes da Associação Nacional de Cooperativas de Crédito Solidário (Ancosol) e da Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito Solidário (Confesol).

Durante a reunião, Florence anunciou que um acordo entre o MDA e o ministério das Comunicações vai levar Internet de banda larga e frequência de rádio comunitária para agricultores familiares em 2012. “Com a rádio comunitária, vamos atender a movimentos e a entidades, as quais eu chamo de organização econômica da agricultura familiar: cooperativas de todos os ramos do cooperativismo”, disse o ministro.

O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir André Müller, explicou que na reunião de janeiro o grupo vai discutir os detalhes de como será feita a comercialização, qual será a estratégia de crédito e como o tema da sustentabilidade será materializado. “Será uma reunião operacional para começar a discutir os instrumentos e como serão implantadas todas essas ações a partir do próximo Plano Safra, intitulado Plano Safra da Sustentabilidade, previsto para ser lançado em maio”, apontou o secretário de Agricultura Familiar.

Segundo ele, o cooperativismo tem uma importância estratégica para a agricultura familiar porque é ele que leva a política pública até a agricultura familiar e, “mais do que isso, como, por exemplo, é o caso das cooperativas de crédito, de assistência técnica, mas o fundamental para nós é que as cooperativas são instrumento primordial por meio do qual organizamos a nossa estratégia econômica da agricultura familiar”, explicou.

A proposta é articular a política agrícola com as cooperativas. “No setor de crédito, por exemplo, temos a atuação muito forte das cooperativas de crédito”, disse Müller. Para ele, outro exemplo de atuação das cooperativas é na área da sustentabilidade, a qual ele afirma ser um grande desafio para o próximo ano.

“Muitas cooperativas têm experiências de produção de orgânico, de sustentabilidade”, observa. Outro desafio da equipe do ministério para o próximo ano é continuar a construção da organização econômica da agricultura familiar por meio das cooperativas que comercializam”, disse.

Ele explicou que, para a agricultura familiar atender a esse mercado e poder acessá-lo de forma organizada e estruturada, terá de se servir das cooperativas. “Estamos atuando em todas as pontas com o cooperativismo seja no crédito, seja na sustentabilidade e, especialmente, na organização econômica, fazendo a comercialização da agricultura familiar: esse é o nosso foco, nossa expectativa e a nossa convicção de que vamos melhorar a organização econômica e a renda na agricultura familiar por meio do cooperativismo porque é aí que ela vai vender a produção, vai gerar renda e vai melhorar de vida”, afirmou.

A Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, em dezembro do ano passado, a resolução sobre “Cooperativas e Desenvolvimento Social”, que declara 2012 como ano Internacional das Cooperativas (IYC, na sigla em inglês).

Consideradas economicamente viáveis e socialmente responsáveis, as cooperativas operam em setores que vão desde a agricultura até finanças e saúde. A ONU se propõe a três objetivos: aumentar a consciência sobre esse modelo empresarial e sua contribuição positiva, promover sua formação e seu crescimento, dentre outros.

Sem importar o setor no qual atuam, as cooperativas são consideradas modelos de empresas bem sucedidas porque seus integrantes são responsáveis por todas as decisões da instituição. Além disso, elas não objetivam a maximização dos lucros, mas atender às necessidades de seus membros, que participam do gerenciamento.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário

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