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Brasil é segundo País mais desigual do G20, aponta estudo da Oxfam

por Portal Brasil publicado: 20/01/2012 15h23 última modificação: 29/07/2014 08h42

O Brasil é o segundo País com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado pela Oxfam, entidade de combate à pobreza e à injustiça social presente em 92 países. A África do Sul é o mais desigual. O Brasil, no entanto, é mencionado como uma das nações onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.

Segundo a pesquisa Deixados para Trás pelo G20, os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. México, Rússia, Argentina, China e Turquia também estão entre os com piores resultados.

O levantamento também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.

As nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.

O estudo aponta a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período.

A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), 3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes, e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com cinco milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.

"Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área", disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.

Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição. “Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)", afirma.

Ticehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos. "As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta".

Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade. "Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vivem no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza", disse Ticehurst.

 

Fonte:
Agência Brasil

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