Governo
MDA afirma em nota que só negocia com MST após desocupação de prédio
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) divulgou nota oficial nesta segunda-feira (16) informando que só irá retomar negociações com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), iniciadas no último dia 11, depois que os manifestantes liberarem o prédio, cuja entrada na Esplanada dos Ministérios está interditada e o oitavo andar está ocupado.
Veja a seguir íntegra da nota:
Nota oficial
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, vem a público informar que somente após a liberação do prédio do MDA pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) irá retomar as negociações iniciadas com o movimento no último dia 11 (quarta), junto com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho - ocasião em que os ministros receberam líderes do MST e deram início ao diálogo em torno da pauta de reivindicações.
Na reunião, ficou estabelecida uma agenda de negociações entre o governo federal e o MST, processo democrático que é incompatível com o comportamento iniciado na manhã desta segunda (16), quando membros do movimento passaram a ocupar o prédio do MDA na Esplanada dos Ministérios, inclusive bloqueando o acesso dos servidores dos três ministérios que integram o prédio aos seus locais de trabalho.
As providências jurídicas cabíveis para reintegração de posse que garanta a normalidade de funcionamento desses órgãos governamentais já estão em andamento, mas o ministério conta com o bom senso do MST no sentido de espontaneamente desocupar o prédio, para que possa ser dada continuidade a uma agenda de negociações já iniciada, dentro do espírito democrático e republicano que é a marca deste governo.
Brasília, 16 de abril de 2012
O movimento dos trabalhadores do MST foi organizado para marcar a passagem, amanhã (17), dos 16 anos do massacre de Eldorado do Carajás e também do Dia Internacional da Luta pela Reforma Agrária. De acordo com a Polícia Militar, estão concentrados nesta manhã, em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 400 manifestantes, enquanto os líderes do movimento falam em 1.500 trabalhadores.
Fonte:
Agência Brasil
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