Governo
Agenda brasileira de trabalho decente para jovens poderá ser levada a outros países
O presidente do Conselho Nacional de Juventude sugeriu à Organização Internacional do Trabalho (OIT) que a agenda a agenda brasileira de trabalho decente para os jovens seja compartilhada com outros países, sobretudo os que vivem situações ainda mais graves em relação ao desemprego juvenil.
A sugestão foi apresentada durante o Fórum Nacional de Trabalho Decente para a Juventude, realizado na última semana pela OIT, em parceria com o Ministério do Trabalho e a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria Geral da Presidência da República.
O evento reuniu representantes do governo, empregadores, trabalhadores e organizações juvenis para debater as dificuldades enfrentadas pelos jovens no mundo do trabalho. Durante o evento, a diretora do escritório da OIT, Laís Abramo, ressaltou que a necessidade de debater o tema ficou mais evidente com a crise internacional do emprego, que atinge, principalmente, os jovens.
Segundo Laís Abramo, já são 75 milhões de jovens desempregados no mundo. O problema é ainda maior em relação às jovens mulheres, jovens negros, indígenas e que vivem no campo.
O tema do trabalho decente para juventude entrou na agenda do governo federal em 2003, quando o Brasil assinou o tratado de cooperação com a OIT. Em 2006, o País lançou a sua agenda de trabalho decente e criou um subcomitê para tratar especificamente do assunto. Trata-se de uma iniciativa inédita e o governo brasileiro foi o único no mundo a elaborar uma agenda voltada exclusivamente para os jovens.
A secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, ressaltou que embora o Brasil seja o único País que possui uma agenda de trabalho decente específica para a juventude, a taxa de desemprego entre os jovens é três vezes maior que entre os adultos.
Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Brizola Neto (Trabalho e Emprego) estiveram na manhã desta sexta-feira no fórum. Carvalho destacou que as conquistas já obtidas no Brasil devem-se, em grande parte, ao diálogo que o governo tem mantido com empregadores, trabalhadores e organizações da sociedade civil, incluindo as organizações juvenis, que têm contribuído de maneira significativa para o aprimoramento das políticas públicas.
Para Brizola Neto, o crescimento econômico deve estar associado ao processo de desenvolvimento sustentável e inclusivo, do ponto de vista econômico, social e ambiental, com igualdade de oportunidades para os jovens, mulheres, negros e pessoas com deficiência.
O Fórum acontece em cerca de 50 países e seus resultados serão levados a dois eventos internacionais: o Fórum de Emprego Juvenil e a Conferência Internacional do Trabalho, que serão realizados pela OIT, em Genebra, na Suíça, no final de maio e no mês de junho, respectivamente.
Fonte:
Ministério do Trabalho
Secretaria-Geral da Presidência
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