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Segurança e tecnologia das urnas eletrônicas

Urnas biométricas, por impressão digital, serão usadas por 7,7 milhões de eleitores de 299 cidades nas eleições municipais de outubro; neste ano, quase 138 milhões de brasileiros estarão aptos a votar
por Portal Brasil publicado: 18/09/2012 18h58 última modificação: 29/07/2014 08h57

O processo eleitoral brasileiro é referência mundial em agilidade na contagem e divulgação dos resultados. O sucesso se deve à implantação da informatização e, sobretudo, da segurança do sistema.

Em 2012, quase 138 milhões de brasileiros estarão aptos a votar nas eleições municipais de outubro, quando 501.923 urnas eletrônicas serão distribuídas entre todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do País. Apenas os eleitores do Distrito Federal, de Fernando de Noronha (PE) e os que residem no exterior não votarão nestas eleições.

Parte desses eleitores votarão pela primeira vez por meio da urna biométrica, ou seja, por meio das impressões digitais de um dos dedos polegares ou indicadores de ambas as mãos. Essa tecnologia garante ainda mais segurança às eleições. Afinal, cada pessoa tem digitais únicas, o que impede a tentativa de fraude no momento da votação.

Outra vantagem do leitor biométrico foi informatizar um procedimento operacional: a liberação desse tipo de urna não mais é feita pelos mesários, mas sim pela leitura das impressões digitais do próprio eleitor. A urna é preparada para reconhecer, verificar e identificar apenas o eleitor previamente cadastrado.

As urnas biométricas foram usadas pela primeira vez em apenas três cidades brasileiras nas eleições municipais de 2008. Dois anos depois, zonas eleitorais de 60 municípios em 23 estados usaram esse novo tipo de urna nas eleições 2010.

A nova tecnologia será usada por 7,7 milhões de eleitores de 299 municípios de 24 Estados do País nas eleições municipais de outubro de 2012.

Primeiras urnas

Nas primeiras eleições no Brasil, as cédulas em papel com o voto eram depositadas em bolas de cera chamadas de pelouros. Depois, vieram as urnas de madeira, as de ferro e as de lona, até que, em 2000, se implantou o voto informatizado, sem cédulas, com urnas eletrônicas que possibilitam a apuração total em poucas horas.

Atualmente, a Justiça Eleitoral conta com aproximadamente 130 computadores de grande porte, 23 mil microcomputadores instalados nos TREs e nas 3.024 zonas eleitorais, além de uma rede computacional privativa, abrangendo todo o País. Essa rede interliga o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos TREs e estes às zonas eleitorais. Também existe uma rede via satélite interligando 375 cartórios eleitorais de difícil acesso aos TREs.

Esse processo de informatização começou em 1986, com o recadastramento eletrônico de aproximadamente 70 milhões de eleitores. Em 1994, foi feita, pela primeira vez, a totalização das eleições gerais pelo computador central no TSE.

A urna eletrônica foi criada em 1996 e foi usada naquele mesmo ano, nas eleições municipais. Naquela primeira votação eletrônica do Brasil, um terço do eleitorado escolheu prefeitos e vereadores nas novas urnas em 57 cidades. Nas eleições seguintes, em 1998, votaram eletronicamente dois terços dos eleitores. E, finalmente, em 2000, o projeto foi implantado totalmente.

Segurança comprovada

O processo eletrônico de votação possui mecanismos que asseguram sua confiabilidade, como a assinatura digital e o resumo digital, técnicas criptográficas que permitem verificar a autenticidade dos dados das urnas.

Além disso, os dispositivos de segurança “em camadas” criam diversas barreiras que, em conjunto, impedem um ataque geral à urna.

Várias auditorias e perícias realizadas ao longo dos últimos anos confirmaram a segurança da urna. A confiabilidade foi demonstrada também por meio de dois testes públicos, em que especialistas foram convidados a usar técnicas para atacar a urna e seus componentes, com o objetivo de explorar eventuais vulnerabilidades do sistema. Nenhum teste conseguiu violar a urna e os programas.

A urna eletrônica é composta de dois terminais, o do mesário e do eleitor. No primeiro há um teclado numérico, em que o mesário digita o número do título de eleitor. Três sinais visuais informam o mesário se o terminal está disponível para o eleitor votar, se o voto foi concluído e se a urna eletrônica está ligada à corrente elétrica ou à bateria interna.

Já o terminal do eleitor possui teclado numérico para registrar o voto. Ali, o eleitor deve digitar o número do partido ou candidato. Há ainda uma tela de cristal líquido em que é possível visualizar os dados do candidato escolhido como: nome, cargo, número, partido, sexo do candidato e fotografia.

Cada urna eletrônica tem vida útil de 10 anos.

Para testar o funcionamento das urnas eletrônicas, acesse a  simulação online desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte:
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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