Governo
Brasília recebe evento “Brasil Cigano”
Para fortalecer a organização e a participação dos povos ciganos nas discussões sobre políticas públicas, o Distrito Federal participa nesta semana do “Brasil Cigano” – I Semana Nacional dos Povos Ciganos. O evento acontece entre os dias 20 e 24 de maio, na Granja do Torto, reunindo cerca de 300 participantes de 19 estados e do Distrito Federal.
O evento pretende valorizar e dar visibilidade à diversidade da sua cultura e ampliar a interlocução das lideranças tradicionais ciganas com o País.
Na programação constam a Plenária Nacional dos Povos Ciganos, parte da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir), a Conferência Livre da Cultura, oficinas de acesso às políticas públicas, prestação de serviços: emissão de cartão SUS, serviços de saúde, emissão de certidão de nascimento e carteira de identidade, apresentações de teatro, dança e música e exposição fotográfica.
Plenária
A Plenária Nacional dos Povos Ciganos acontece no dia 23, entre 9h e 18h, como etapa preparatória para a III Conapir, que ocorre de 5 a 7 de novembro, em Brasília, com o tema Democracia e Desenvolvimento por um Brasil Afirmativo.
Serão eleitas trinta representações para participar da etapa nacional. A recomendação é a de que entre os delegados eleitos, haja 50% de mulheres e 30% de jovens, além da garantia de representatividade da diversidade étnica e regional dos povos ciganos no Brasil.
Povos Ciganos
Estima-se que há mais de meio milhão de ciganos no Brasil. De acordo com dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 foram identificados 291 acampamentos desses povos, localizados em 21 Unidades da Federação. Os estados com maior concentração são: Minas Gerais (58), Bahia (53) e Goiás (38). Os municípios com 20 a 50 mil habitantes apresentam mais alta concentração de acampamentos. Desse universo de 291 municípios que declararam ter acampamentos ciganos em seu território, 40 prefeituras afirmaram que desenvolvem políticas públicas para o segmento, o que corresponde a 13,7% dos alojamentos.
O primeiro registro oficial da chegada de ciganos no Brasil foi em 1574: um decreto do governo português que deportava o cigano João Torres e sua esposa Angelina para terras brasileiras por cinco anos. Há presença de pelo menos três etnias ciganas no Brasil: Calon, Rom e Sinti, com línguas, culturas e costumes próprios.
Os Rom brasileiros pertencem principalmente aos sub-grupos Kalderash, Machwaia e Rudari, originários da Romênia; aos Horahané, oriundos da Turquia e da Grécia, e aos Lovara. A eles se juntam os Calons, com grande expressão no Brasil e em todo o território nacional, oriundos da Espanha e Portugal. Os Sinti chegaram ao país principalmente após a 1ª e 2ª Guerra Mundiais, vindos da Alemanha e da França.
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