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Piscicultores de Roraima serão beneficiados com acesso ao crédito
O estado de Roraima (RR) tornou-se o principal produtor de peixe de cativeiro da região Norte. O clima favorável e água de qualidade é possível desenvolver a atividade de psicultura. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e a economia local, o Banco da Amazônia tem investindo em ações em operações de agricultura familiar para apoiar os piscicultores da região e incentivar o desenvolvimento da produção de pescado. Neste ano a instituição financeira já disponibilizou o valor de R$ 3,3 milhões.
De acordo com o Gerente Geral do Banco da Amazônia em Roraima, Adelsio Araújo, este investimento tem o objetivo de gerar renda e também a inclusão social, bem como fomentar a cadeia produtiva do pescado nas localidades, por meio da concessão de crédito e financiamento de projetos para o setor.
O produtor Disney Barreto reside no município de Mucajaí e está há quatro anos atua no mercado de piscicultura. Possui em média 60 funcionários e produz 600 toneladas de Tambaquí por ano, exportado para Manaus (AM). No final do ano passado recebeu o financiamento do Banco da Amazônia com o objetivo de fazer o custeio da sua atividade. "O banco facilita o desenvolvimento da produção, torna-se um grande parceiro. Com o crédito concedido, tenho a perspectiva de ampliar a minha atividade e aumentar a produção de pescado", explicou.
A área dá oportunidade de trabalho para zootecnistas, veterinários, engenheiros de pesca, como também para proprietários de caminhões frigoríficos e vendedores. Em um futuro próximo vai incentivar a produção de embalagens e incrementar um mercado paralelo com possibilidade de geração de milhares de empregos.
"O Banco da Amazônia tem a meta de investir ainda este ano no desenvolvimento dos setores de madeira e móveis, mandiocultura, grãos, como por exemplo, arroz, milho e soja, pecuária de corte e leite e apicultura da região", afirmou o gerente Adelsio Araújo.
Plano Safra da Pesca
Com o Plano, mais de R$ 4,1 bilhões serão investidos, até 2014, em programas que facilitem o acesso ao crédito para os trabalhadores da atividade, aumentem a oferta de assistência técnica e a formação de cooperativas que ajudem a melhorar as condições de armazenagem e a comercialização do pescado. Com as ações, estima-se que a produção nacional chegue a 2 milhões de toneladas por ano.
O público-alvo do Plano são aquicultores familiares e comerciais, pescadores artesanais, armadores de pesca, agricultores familiares e indústrias do setor. Linhas especiais de crédito foram criadas para pescadores e aquicultores familiares, mulheres pescadores e aquicultoras, marisqueiras e jovens empreendedores, cooperativas e associações.
Além de crédito com juros mais baixos, prazos de carência maiores e ampliação dos limites, o Plano desonera a cadeia produtiva, garante assistência técnica, fortalece o cooperativismo, disponibiliza equipamentos, renova embarcações, moderniza a indústria e a comercialização, e investe em ciência, tecnologia e inovação.
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