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Brasileiros se preparam para integrar operação no Haiti

Missão de paz

Até o mês de novembro, o contingente militar brasileiro será capacitado para atuar no país caribenho
por Portal Brasil publicado: 05/08/2013 13h44 última modificação: 29/07/2014 23h58
Marcello Casal/ABr Militares brasileiros integram missão da ONU e ajudam população do Haiti a superar a fome e tragédias como o terremoto que devastou o país há um ano, deixando 30 mil desabrigados

Militares brasileiros integram missão da ONU e ajudam população do Haiti a superar a fome e tragédias como o terremoto que devastou o país há um ano, deixando 30 mil desabrigados

O Ministério da Defesa apresentou nesta segunda-feira (5) os militares que irão integrar próximo contingente de missão de paz no Haiti. Os militares estão sendo treinados e capacitados para atuarem no país, que sofre as consequências após o terremoto ocorrido em 2010. A Chefia de Operações Conjuntas (Choc) do Ministério da Defesa começou os preparativos de treinamento mediante a realidade econômica do país. A ideia é que até o fim do ano, as tropas estejam devidamente preparadas.

Na etapa inicial dessa jornada, os 36 comandantes e integrantes dos Estados-Maiores do 19° contingente brasileiro se reuniram em Brasília. Durante cinco dias, os oficiais receberam informações estratégicas da missão. Até o embarque da tropa serão 14 semanas de preparação do novo contingente. A próxima etapa do treinamento começou nesta segunda-feira (5) no Rio de Janeiro.

Na semana passada, o diretor do Departamento da América Central e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Nelson Tabajara, e o primeiro-secretário Olympio Faissol Junior apresentaram à equipe os objetivos da política externa brasileira no Haiti, bem como a situação atual do país.

Na palestra, Faissol destacou a alta vulnerabilidade institucional do país, como um dos principais entraves ao reestabelecimento de uma situação de normalidade. Ele lembrou ainda que o Haiti é o país mais pobre das Américas, onde metade da população é analfabeta, 70% não têm emprego formal, 50% têm menos de 18 anos e 65% dos presos jamais viram um juiz.

Segundo ele, esses números dão uma dimensão da dependência do país pela ajuda da comunidade internacional. “Vocês representam a imagem de um Brasil solidário. Precisamos lembrar que quanto melhor a nossa região estiver, melhor será para todos”, frisou o primeiro-secretário.

Nas próximas reuniões serão tratados de temas como o plano de rodízio e rotinas de voos logísticos, além de procedimentos relativos à inspeção de saúde e outros aspectos referentes à saúde do contingente. Outro objetivo desse ciclo de reuniões é apresentar a estrutura e ligações da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), junto à ONU e ao Brasil.

Desenvolvimento haitiano

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o terremoto de janeiro de 2010 causou US$ 8 bilhões em prejuízos, o que equivale em cerca de 120% do PIB haitiano. O Brasil tem procurado, em conjunto com as autoridades haitianas, contribuir para a presença empresarial brasileira no Haiti. 

Além disso, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) mantém diversas iniciativas de cooperação técnica, que estão sendo ampliadas desde fevereiro de 2012 para novas áreas, incluindo justiça, segurança alimentar e inserção social. O Brasil também tem envolvimento no programa “Lèt Agogô”, que envolve micro-usinas para produção de leite para consumo na rede escolar do País.

Fonte:
Ministério da Defesa

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