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Paraguai é parceiro estratégico do Brasil, diz Dilma

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Presidenta destacou construção da linha de transmissão que ligará Itaipu a Villa Hayes, na Grande Assunção, e permitirá atrair novos investimentos ao Paraguai
por Portal Brasil publicado: 30/09/2013 13h46 última modificação: 29/07/2014 23h59
Roberto Stuckert Filho/PR Visita do presidente paraguaio marca o processo de normalização na reincorporarão do Paraguai ao Mercosul

Visita do presidente paraguaio marca o processo de normalização na reincorporarão do Paraguai ao Mercosul

O Paraguai é um parceiro estratégico do Brasil, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (30), ao receber a primeira visita oficial do presidente paraguaio Horacio Cartes ao país. “Essa é nossa terceira reunião desde a posse dele em agosto. A frequência expressa a vontade do Brasil e do Paraguai de aprofundar a parceria dos países em todos os níveis. Estamos unidos por importante conjunto de realizações na área social, econômica e energética, disse Dilma.

A presidenta destacou, neste sentido, a construção da linha de transmissão Itaipu-Villa Hays, que começará a ser energizada até o final de setembro. A linha de transmissão de 500 kV ligará a usina de Itaipu, em Hernandárias, e a subestação de Villa Hayes, na Grande Assunção, a capital paraguaia.

Para Dilma Rousseff, a obra permitirá ao Paraguai atrair investimentos e industrializar seu sistema produtivo.“Recebi informações do presidente [Cartes] do estagio avançado das obras e permitirá levar mais energia aos arredores de assunção. Com inauguração prevista para novembro, apesar de ficar pronto em outubro, acho que essa obra vai atrair grandes investidores ao Paraguai. E contribuirá, sem sombra de dúvidas, para o país gerando mais emprego e renda e para as cadeias produtivas, permitindo que se tornem mais integrados e cooperantes os dois países. ”

Mercosul

A presidenta acrescentou que, “com isso, ganha o Paraguai e ganha o Brasil. Essa linha é um símbolo da integração dentro do Mercosul, porque foi financiada pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul”.

A visita de Horacio Cartes marca a normalização nas relações bilaterais e também marca um processo de normalização na reincorporarão do Paraguai aos mecanismos regionais de integração do Mercosul. Segundo Horacio Cartes, o Paraguai quer se sentar à mesa do diálogo com as nações da região, porque acredita ter riquezas naturais importantes, mesmo em comparação com países grandes, como o Brasil e a Argentina. “Somos maiores que muitos países da Europa, como a Alemanha”, lembrou.

“O Paraguai não quer pedir esmolas nem favores. Ele acredita que tem grandes atrativos naturais. E, no momento em que goza de crédito que antes não nos davam, ele quer se sentar na mesa grande e falar de coisas úteis para ambos.  Vamos retribuir, pelo menos em parte, a generosidade do Brasil e de sua parte, ” disse Cartes.

Programas sociais

A presidenta Dilma informou que conversou com o presidente Cartes sobre cooperação na área social, na luta contra a pobreza.

“Porque o Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria, por parte do Brasil, e do lado do Paraguai, o programa criando oportunidades, mostra que estamos num caminho social na questão de diminuir a desigualdade que nossos países foram condenados ao longo dos séculos. E através dessa parceria, construir um caminho novo”, acrescentou a presidenta.

Brasileiros no Paraguai

Dilma agradeceu ao presidente Cartes o tratamento dado à comunidade brasileira no Paraguai. Recentemente, o país completou o processo de regularização migratória 15 mil brasileiros que lá vivem e trabalham. “O Paraguai abriga a 3ª maior comunidade no exterior. Nossos povos mantêm relações de amizade e de parentesco”, lembrou a presidenta.

Comércio bilateral

A presidenta Dilma afirmou ter conversado com Cartes sobre o comercio bilateral entre os dois países, para que continue crescendo. “Gostaria de dizer que tenho certeza que eventos e empresarias, como a Exposição Brasil Paraguai em Assunção, e a semana do Paraguai na Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], vão ajudar a identificar novas oportunidades de negócios”, destacou.

“Em breve, a segunda ponte sobre o Rio Paraná será mais um elo entre Paraguai e Brasil, tornando mais fluido o transporte de cargas e ajudará no escoamento de carga. No sentido de viabilizar custos menores para os dois países – e essa integração passa por hidrovia, ferrovia e rodovia.”

Fonte: Portal Brasil

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