Governo
Ministro Moreira Franco comenta declarações em evento
Nota Oficial
Em respeito ao engenheiro brasileiro, gostaria de esclarecer a opinião prestada como palestrante convidado no Encontro Nacional de Editores da Coluna Esplanada, promovido no dia 31 de outubro, pelo jornalista Leandro Mazzini.
Ao responder uma das indagações sobre atraso de obras da Infraero, eu disse que o País ficou quase três décadas sem investimentos em infra-estrutura. Esta tragédia, além de tornar o Brasil altamente deficiente na garantia de uma logística moderna e econômica, desorganizou a engenharia nacional, na década de 70 uma das mais dinâmicas do mundo.
Grandes empresas de projetos fecharam as portas por falta de trabalho, empreiteiras buscaram outras atividades em diversos setores e toda uma geração de jovens engenheiros, por falta de empregos, buscou o mercado financeiro para se realizarem profissionalmente.
Tal situação provocou um gap geracional, interrompendo o processo natural de qualificação profissional pela transferência de conhecimento via estágio e convivência com os mais experientes. Hoje, com o retorno dos investimentos em obras públicas, estamos em fase de recuperação do tempo perdido.
A consequência inevitável é a contratação de pequenas e médias empresas de projetos que nem sempre apresentam trabalhos tecnicamente aceitáveis, o que provoca atrasos no andamento das obras.
Sou e sempre fui, em todos os cargos executivos que exerci em minha atividade pública, admirador e defensor da qualidade e criatividade do engenheiro brasileiro. Tenho certeza que rapidamente teremos empresas de projetos e execução de obras com a mesma qualidade que tivemos no passado.
A Secretaria de Aviação Civil trabalha arduamente para trazer o modal aéreo brasileiro para o século 21 e conta com a engenharia nacional nesta missão nobre e urgente para o nosso país.
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