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Dilma destaca a importância das Associações Comerciais

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Presidenta discursou no 1º Fórum Nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil. "Não é em qualquer momento, nem em qualquer pais que é possível debater novas formas de estimular o empreendedorismo"
por Portal Brasil publicado: 03/04/2014 09h20 última modificação: 30/07/2014 02h50

"Tenho respeito pelas Associações Comerciais, que são as entidades da base empresarial brasileira", afirmou Dilma Rousseff nesta quinta-feira(3), durante seu discurso no 1º Fórum Nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil. 

O evento, iniciado na quarta-feira (2), está sendo realizado em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e busca fomentar o debate entre as Associações Comerciais e Empresariais (ACEs).

Em seu discurso, Dilma exaltou o tamanho do evento e sua capacidade em reunir inúmeros líderes de vários setores comerciais. “Participar desse 1º fórum é pra mim uma grande honra. Afinal, não é em qualquer momento, nem em qualquer pais que é possível reunir cerca de mil entidades empresarias pra debater novas formas de estimular o empreendedorismo”, disse.

“Eu tenho respeito pelas associações comerciais, entidades de base da sociedade brasileira. Elas representam atividade empresarial em cada um dos mais de 5,5 mil municípios”, complementou Dilma.

A presidenta destacou o caráter multifacetário das associações comerciais, devido a sua presença nos ramos industrial e agrícola, e mencionou a proximidade dessas instituições com a população.

Dilma também citou o caráter político dessas associações e sua presença na história do país. “(As associações) foram palco das lutas nacionais pela independência do país, algo que devemos lembrar. Tiveram grande força na estruturação da nossa cidadania”, citou.

Dentro desse contexto, a presidenta relembrou as mudanças estruturais ocorridas no país, por exemplo, a forte geração de empregos, a desoneração e simplificação de tributos, o fomento à criação de micro e pequenas empresas e as ações de combate à desigualdade social. Segundo a presidenta, 36 milhões de pessoas foram retiradas da situação de pobreza e 42 milhões foram elevadas à classe média.

“Tirar 36 milhões (de pessoas) da pobreza significa algo importante e ético, que é trabalhar a desigualdade do pais, mas significa também grande potencial de consumo...Levar 42 milhões de pessoas a classe média significa também uma evolução do tamanho do potencial da economia”, disse.

Além disso, Dilma afirmou que o diálogo com as associações comerciais favorece a melhoria das políticas do governo federal e permite que os detalhes da base da pirâmide comercial sejam melhor entendidos e atendidos.

“Os microempresários participaram disso ativamente, nos últimos 11 anos geramos mais de 20 mi de novos postos de trabalho. Desde 2011, geramos até fevereiro, 4,8 mi de novos empregos”, disse.

A presidenta relembrou os bons indicadores econômicos do país e citou as iniciativas nos campos econômico (superávit primário, controle da inflação, reservas de moeda estranegeira e investimento produtivo), de infraestrutura ( PAC e concessões de estradas, aeroportos e ferrovias), energético (leilões de energia e pré-sal)

Hoje, o Brasil possui US$ 377 bilhões em reservas internacionais, reduziu sua dívida líquida para 33,7% do PIB – anteriormente esse valor era de 60%. Em relação à infraestrutura, em 2013, foram realizados 18 leiloes de rodovias, aeroportos, portos, energia, petróleo e gás. Esses projetos somam investimentos da ordem de R$ 80 bilhões.

Situação das Micro e pequenas empresas

De acordo com Dilma, hoje , existem 8,6 milões de mircro e pequenas empresas inscritas no Simples. Esse valor representa 90% dos CNPJs. Desse total; 3,8 milhões são classificados como microempreendedores inscritos no MEI.

Sobre a desburocratização, a presidenta ressaltou a simplificação no pagamento de tributos e mencionou a melhoria nos resultados dos faturamentos das companhias e na arrecadação de impostos. “O crescimento mostra a tese defendida por muitas lideranças de vocês que uma diminuição de imposto pode resultar num aumento da arrecadação”. Dilma ainda citou o crescimento e 53% do número de empresas que passaram a participar do simples.

Dilma também afirmou que deseja simplificar ainda mais o pagamento de tributos e que sabe que a burocracia é um grande obstáculo ao empreendedorismo. “A primeira é a universalização do simples, que queremos fazer de forma gradual e constante, para permitir que o sistema metabolize esse processo. E isso que queremos fazer em 3 etapas. por exemplo, colocando as etapas em termos temporais, 2015, 16 e 17”, disse.

A presidenta também abordou o tema da liberação de crédito aos micro e pequenos empreendedores e mencionou que essa é uma ação que deve ser ampliada. Dilma citou que o programa Crescer, realizou 9,3 milhões de operações para participantes do MEI e mobilizou mais de R$ 12 bilhões.

“Acesso a capital de giro é decisivo pra sobrevivência do negocio, mas o investimento de longo prazo aumenta a produtividade, capacidade de competição do microempreendedor e é determinante pra sustentabilidade e crescimento”, afirmou.

Para finalizar, Dilma mencionou a necessidade, cada vez maior, de capacitação técnica e citou os programas de capacitação do governo federal, como, por exemplo, o Pronatec. De acordo com Dilma, 6,27 milhões de pessoas estão inscritas no programa e o governo espera alcançar a meta de 8 milhões até o fim do ano.

Fonte:
Portal Brasil

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