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Governo oferece mais crédito para a agricultura e a pecuária

Conversa com a Presidenta

Dilma fala em sua coluna semanal sobre o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015
por Portal Brasil publicado: 27/05/2014 10h00 última modificação: 30/07/2014 02h50

Dilma Rousseff tratou sobre o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015 lançado esta semana, no "Conversa com a Presidenta",  desta terça-feira (27). Este ano o governo está investindo 15% a mais no seguimento que no ano de 2013. Um total de R$ 156,1 bilhões para financiar a produção agrícola e pecuária do País. Dois destaques no Plano deste ano é a reativação do Moderfrota, programa do BNDES que oferece crédito barato para a compra de máquinas novas e o fortalecimento do Inovagro, uma iniciativa para estimular o uso de novas tecnologias.

Confira a conversa na íntegra:

Na semana passada, meu governo lançou o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015. São R$ 156,1 bilhões para financiar a nossa produção agrícola e pecuária, quase 15% a mais que na safra passada. É um investimento do tamanho do agronegócio brasileiro. A cada ano temos ampliado os recursos para o setor. O total de crédito a ser liberado nesta próxima safra é 10 vezes o montante oferecido na safra 2001/2002.

Trata-se de um grande volume de recursos, e com taxas de juros muito atrativas. Na safra 2001/2002, os juros variavam de 8,75% a 10,75% ao ano. Hoje, estão praticamente pela metade, entre 4% e 6,5%.

Quero reafirmar o que tenho dito em todas as safras: não faltará crédito para os nossos produtores. Se todo o crédito previsto for utilizado, vamos oferecer mais recursos.

Por muito tempo, não houve no Brasil uma política específica para o médio produtor rural. Mudamos essa história: desde a safra 2010/2011, existem condições diferenciadas de crédito para os médios agricultores e médios pecuaristas. Na safra que começará em julho, estamos oferecendo, para esse segmento, R$ 16,7 bilhões em crédito. São 26,5% a mais do que na safra passada, com juros de 5,5% ao ano, praticamente negativos.

Este Plano traz também novidades para a pecuária. Uma delas é que passaremos a financiar a aquisição de animais para engorda em confinamento, linha que se soma à já existente e que financia a aquisição e retenção de matrizes, o que evita o abate precoce. Com isso, atendemos reivindicações dos pecuaristas, porque este plano, como todos os outros que implantamos, é fruto do diálogo com os produtores e os criadores. As demandas do setor chegaram até o nosso governo – e todas foram contempladas.

Outro fato a destacar é que reativamos o Moderfrota, programa do BNDES que oferece crédito barato para a compra de máquinas novas. Somado ao PSI Rural, que é o Programa de Sustentação do Investimento, serão R$ 8 bilhões para aquisição de colheitadeiras e tratores modernos. Outra iniciativa para estimular o uso de novas tecnologias é o fortalecimento do Inovagro. Agora há R$ 1,7 bilhão para financiar a agricultura de precisão, o cultivo protegido de hortifrutigranjeiros, e a automação da avicultura, da suinocultura e da pecuária leiteira. Isso é importante para evitar perdas e melhorar ainda mais a produtividade da nossa agropecuária.

O governo tem apoiado igualmente a melhoria das condições de armazenamento e escoamento das safras. A exemplo do que aconteceu no ano passado, vamos ter R$ 5 bilhões para financiar a construção e a ampliação de armazéns privados, com juros de 4% a 5% ao ano. Quanto ao escoamento da safra, estamos agindo em várias frentes: investimos na duplicação e modernização de rodovias, na construção de ferrovias, na melhoria de nossas hidrovias, na modernização dos portos. Ainda na semana passada, inaugurei o trecho da Ferrovia Norte-Sul que vai de Anápolis, em Goiás, a Palmas no Tocantins, completando os 1.560 quilômetros de ferrovia entre Anápolis e Açailândia, no Maranhão – uma obra que vai levar a produção do Centro-Oeste aos portos do Norte e que esperou 27 anos para ser concluída. Graças a um bem traçado planejamento logístico, conseguimos, neste ano, evitar as longas filas de acesso ao porto de Santos, o que tem impactos importantes sobre a exportação de nossa produção agrícola.

Aumentamos também o limite de crédito de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões, por agricultor, para financiar práticas sustentáveis de produção, no Programa ABC, que é a Agricultura de Baixo Carbono. Entre essas práticas, por exemplo, estão o plantio direto na palha, a recuperação de pastagens degradadas, a integração lavoura-pecuária-floresta e o tratamento de resíduos animais. Nosso objetivo é que, além de liderar a produção de várias culturas, nos tornemos também o país produtor que mais respeita o meio ambiente.

Nossa agricultura e nossa pecuária são exemplos internacionais de sucesso. Somos líderes mundiais na produção e exportação de café, açúcar e suco de laranja. Somos também os maiores exportadores de soja, carne bovina e carne de frango.

Em 12 anos, enquanto a produção agrícola aumentou 97,5%, a área plantada cresceu apenas 43%. Isso mostra que estamos conseguindo produzir mais em uma mesma área, o que aumenta a nossa competitividade e ajuda a preservar nossos recursos naturais.

Temos muitos motivos para nos orgulharmos de nosso agronegócio. Já que estamos em clima de Copa do Mundo, digo com tranquilidade: o Brasil é “show de bola” em produtividade agrícola.

Fonte:
Portal do Planalto

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