Governo
Primeiro dia de reuniões do Brics tem avaliação positiva
Relações Internacionais
Após assinatura de atos bilaterais entre Brasil e Índia, nesta quarta-feira (16), a presidenta Dilma Rousseff avaliou positivamente o primeiro dia de reuniões da VI Cúpula do Brics. Ela reiterou que o encontro foi proveitoso pela criação do novo banco de desenvolvimento, o New Development Bank (NDB), e o fundo de reservas, o Contingency Reserve Arrangement (CRA), pelo que ambos podem representar numa perspectiva de médio a longo prazo.
“Acho que é extremamente relevante para esses cinco países. Muda as condições tanto de financiamento quanto cria uma rede de proteção. Queria lembrar que nós propusemos o acordo contingente de reservas, e a Índia propôs o novo banco Brics. E hoje, pouco mais de dois anos depois daquela proposta, nós conseguimos realizá-la. É um processo complexo, não é algo trivial, e acredito que isso signifique bastante para o cenário multilateral internacional”, respondeu a presidenta em entrevista no Palácio do Alvorada.
Dilma reforçou que a criação do banco e do fundo de reservas não representam intenção dos Brics em abrir mão da presença em outras instituições financeiras multilaterais. Em vez disso, uma das pautas discutidas na reunião desta terça-feira (15) foi a reforma de órgãos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), acertada no G20, segundo a presidenta.
“Nós não temos o menor interesse em abrir mão do Fundo Monetário. Pelo contrário, nós temos interesse em democratizá-lo, torná-lo mais representativo. O novo banco dos Brics não é contra, ele é a favor de nós. É uma postura completamente diferente, e terá sempre uma postura diferenciada em relação aos países em desenvolvimento”, comentou.
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