Governo
Representantes de oito países se reúnem para discutir Agenda Social Amazônica
Políticas Públicas
A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) realizaram, nessa segunda-feira (18), uma reunião de nivelamento com representantes dos oito países que fazem parte da organização intergovernamental (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), para a construção da Agenda Social Amazônica.
Objetivo do encontro é promover o desenvolvimento sustentável dos países da região, com o intercâmbio de experiências, além de apoiar o crescimento econômico, a redução de desigualdades, incentivar a melhoria dos níveis de vida da população fronteiriça e isolada e a conservação dos recursos naturais.
A reunião foi proposta para nivelar as informações e a metodologia que são utilizadas pelos consultores de cada país membro para a produção de um levantamento de tecnologias sociais e um mapeamento crítico de serviços públicos nas áreas de educação, saúde, moradia, produção familiar, energia, comunicação e documentação para as populações que vivem em áreas isoladas da fronteira Amazônica.
Para o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Ricardo Paes de Barros, o trabalho dos consultores poderá melhorar o leque de possibilidades e estratégias para oferecer serviços públicos à comunidade amazônica. “Existe uma grande dificuldade em se levar serviços básicos às famílias isoladas, que hoje, totalizam cerca de 700 mil pessoas espalhadas pela Amazônia. Não há a possibilidade em promover um desenvolvimento saudável sem uma coordenação entre os países. Assim, aprendemos um com os outros, além de trabalhar ativamente pelo desenvolvimento das comunidades da faixa fronteiriça”, concluiu.
Para justificar a importância da participação dos consultores na Agenda Social Amazônica, o coordenador de Assuntos Sociais e Infraestrutura, Comunicação e Turismo, Carlos Arana, frisou a necessidade de promover a integração dos diferentes países que fazem parte da região para a construção de conhecimentos e tecnologias e para a aplicação de políticas públicas que atendam as necessidades da população amazônica.
“O objetivo do nosso trabalho não é apenas organizar as consultorias, mas incentivar a geração de propostas de tecnologias e aspectos sociais que possam promover melhorias para a população que vive em áreas isoladas”, concluiu.
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