Governo
Brasil pode impulsionar debate sobre reforma nas estruturas de governança global na ONU
CÚPULA DO CLIMA 2014
A necessidade de atualização das estruturas políticas e financeiras de governança global e o desenvolvimento sustentável devem pautar a agenda brasileira na 69ª Assembleia Geral da ONU, é o que avalia o conselheiro Marcelo Viegas, chefe da Divisão das Nações Unidas do Itamaraty em entrevista ao Blog do Planalto.
E de acordo com ele, o discurso do chefe de estado brasiliero geralmente dá o tom das discussões, tendo como referência o cenário internacional do momento. A presidenta Dilma Rousseff abrirá o Debate de Alto Nível nesta quarta-feira (24), como manda a tradição desde 1947, quando o o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha deu início à primeira assembleia. O Brasil foi escolhido por ter sido o primeiro país a se tornar membro das Nações Unidas, em 1945, após o fim da Segunda Guerra.
Ele explicou também que neste ano haverá uma preparação para a Assembleia de 2015, quando as Nações Unidas completarão 70 anos. A ocasião é considerada propícia tanto para aprovação das reformas visando adequar a estrutura das Nações Unidas às realidades contemporâneas, como para adoção dos objetivos de desenvolvimento sustentável.
“Acredito que [a presidenta Dilma] não deixará de mencionar a necessidade de atualização das estruturas de governança global seja no âmbito financeiro, como também no âmbito político, quer dizer, as estruturas decisórias no Banco Mundial, no FMI e também a questão da reforma do Conselho de Segurança”, observou Viegas.
“Espera-se que a comunidade internacional possa chegar a uma decisão no âmbito da próxima sessão da Assembleia Geral, decisão essa que tem que ser construída e negociada ao longo dessa sessão”, declarou.
As conquistas do Brasil na questão do desenvolvimento sustentável pautaram a fala da presidenta Dilma Rousseff hoje, durante a Cúpula do Clima, na sede da ONU. Para Viegas, o País exerce papel de liderança no debate em torno da necessidade de um acordo climático global e da adoção de medidas que unam o desenvolvimento à preservação do meio ambiente.
“O Brasil é o país com maior contribuição prestada para a redução de agentes de promoção da mudança do clima. É um país com papel de liderança também no processo de estabelecimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável. Os padrões de fomento no desenvolvimento da agricultura familiar, por exemplo, são referência mundial. Compartilhamos programas a custo zero nesta área com vários outros países em desenvolvimento, em particular com o continente africano”, explicou Viegas.
Ele finalizou ressaltando o papel brasileiro como condutor das discussões sobre o tema, além da realização da Rio+20 como exemplo de capacidade proativa brasileira.
Fonte: Portal Brasil com informações do Blog do Planalto
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