Você está aqui: Página Inicial > Governo > 2014 > 09 > Dilma: País resiste à crise gerando 12 milhões de empregos, distribuindo renda e eliminando a fome

Governo

Dilma: País resiste à crise gerando 12 milhões de empregos, distribuindo renda e eliminando a fome

ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

Na ONU, presidenta diz que 36 milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003, com ajuda de políticas sociais e de transferência de renda no Plano Brasil Sem Miséria
por Portal Brasil publicado: 24/09/2014 14h41 última modificação: 24/09/2014 14h41

O Brasil passou ao largo das políticas recessivas, hoje adotadas por algumas das principais economias do mundo, e soube dar respostas próprias à grande crise do sistema financeiro internacional, deflagrada em 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers e, em seguida, transformada em muitos países em crise de dívidas soberanas.

“Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento”, afirmou nesta quarta-feira (24) a presidenta Dilma Rousseff, ao abrir a 69ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. “No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais”, enfatizou.

“Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura”, disse ela. E lembrou que, nos anos recentes, o Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou e a desigualdade caiu.

Há poucos dias, afirmou a presidenta, a organização da ONU para alimentação e agricultura, a FAO, informou que o Brasil saiu do mapa da fome. “Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico [mínimo], aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”.

Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente no governo da presidenta Dilma. Para esse resultado contribuíram  também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria. “Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje três em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores. Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos”, acrescentou.

Não menos importante, pontuou a chefe de Estado, foi a retomada do investimento brasileiro em infraestrutura, em uma forte parceria com o setor privado. A presidenta enfatizou que todos esses ganhos estão ocorrendo em ambiente de solidez fiscal.

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. (...) Reduzimos a dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu 42% para 14%”, disse. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos em um país.

Além disso, continuou a presidenta, as reservas internacionais foram multiplicadas por dez e assim, nos tornamos credores internacionais. E a taxa de inflação anual tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País.

Mas, ressalvou a presidenta, ainda que o Brasil tenha conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também atingiu o País, de forma mais aguda no último ano. “Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento”.

Por isso, a presidenta reiterou a defesa feita no ano passado na abertura do Debate Geral, em prol da retomada do crescimento da economia global, com a adoção de políticas indutoras do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.

Avanços do País na última década

A presidenta Dilma destacou ainda que, nos últimos 12 anos, em particular, o Brasil acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades. “A grande transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento”, enumerou.

Na área da saúde, o Brasil conseguiu atingir a meta de redução da mortalidade infantil, antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio. Foi universalizado o acesso ao ensino fundamental e perseguido o mesmo objetivo no ensino médio. O governo está empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor.

Educação inclusiva

Dilma afirmou que o ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de oito milhões de jovens, nos últimos quatro anos. Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas universidades públicas e mais de três milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.

Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na universidade, destacou.

Finalmente, disse, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo.

Présal

Dilma lembrou que, por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do Présal para a educação e 25% para a saúde.

“Vamos transformar recursos finitos –  como o petróleo e o gás -  em algo perene: educação,  conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro”, enfatizou.

Fonte: Portal Brasil

 

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Ministro da Transparência fala sobre acordos de leniência
Tomou posse, nesta quinta-feira (2), o novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim
Temer agradeceu aprovação da DRU em prazo recorde
Michel Temer agradeceu a Câmara dos Deputados pela aprovação da chamada Desvinculação das Receitas da União em prazo recorde
Michel Temer dá posse a cinco novos dirigentes
Cinco instituições federais têm novos dirigentes. Durante discurso, Temer confirmou o nome de Paulo Rabelo de Castro para o IBGE
Tomou posse, nesta quinta-feira (2), o novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim
Ministro da Transparência fala sobre acordos de leniência
Michel Temer agradeceu a Câmara dos Deputados pela aprovação da chamada Desvinculação das Receitas da União em prazo recorde
Temer agradeceu aprovação da DRU em prazo recorde
Cinco instituições federais têm novos dirigentes. Durante discurso, Temer confirmou o nome de Paulo Rabelo de Castro para o IBGE
Michel Temer dá posse a cinco novos dirigentes

Últimas imagens

Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Foto: Isac Nóbrega/PR
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Divulgação/EBC
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Foto: Elio Sales/SAC

Governo digital