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Governo cria grupo de trabalho para examinar restos mortais em Perus

Direitos Humanos

Grupo será responsável pela identificação de ossadas exumados de vala clandestina aberta em cemitério de São Paulo durante a ditadura militar
por Portal Brasil publicado: 14/10/2014 09h12 última modificação: 09/12/2014 18h04

Em portaria publicada nesta terça-feira (14), a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) institui a criação do Grupo de Trabalho Perus, responsável pelos trabalhos de exame antropológico dos restos mortais exumados da Vala Clandestina do Cemitério de Perus, em São Paulo. 

A vala clandestina de Perus foi aberta em 1990. Nela, foram encontradas 1.049 ossadas, dentre as quais estariam os restos mortais de desaparecidos políticos da ditadura civil-militar, indigentes e vítimas de grupos de extermínio. A Portaria nº620, publicada hoje no Diário Oficial da União, estabelece o prazo de três anos para a conclusão dos trabalhos, com possibilidade de prorrogação do tempo por igual período.

O Grupo de Trabalho Perus será composto por três comitês: gestor, de acompanhamento e científico. A portaria entra em vigor a partir de sua data de publicação.

Comitê

O Comitê Gestor terá a incumbência de planejar, dirigir e sistematizar informações relativas às atividades do Grupo de Trabalho, assim como será responsável pela divulgação de dados e informações previamente autorizadas.

Formado por representantes da equipe de antropologia fortense do Caso Perus, o Comitê Científico terá o objetivo de coordenar os trabalhos de análise ante-mortem e análise de restos mortais.

Enquanto que ao Comitê de Monitoramento caberá o monitoramento de todas as atividades do Grupo de Trabalho, com a possibilidade de solicitação de esclarecimentos necessários para a transparência do processo de análise.

Demanda

Anunciada no mês de setembro, a retomada das análises é fruto de anos de empenho de familiares de mortos e desaparecidos políticos que, ao longo deste tempo, cobram do Estado esforços de reparação às vítimas das graves violações de Direitos Humanos ocorridas durante a ditadura civil-militar de 1964.

Em resposta à demanda, a SDH/PR – por meio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo – firmou convênio para viabilizar a retomada da identificação dos restos mortais já exumados do Cemitério Dom Bosco.

Fonte:
Portal Brasil com informações da Imprensa Nacional e da Secretaria de Direitos Humanos

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