Governo
Vídeo mostra procedimento comum, diz presidente dos Correios
Atendimento ao cidadão
Os Correios disponibilizam um pacote de serviços postais aos candidatos dos partidos, o Espaço do Candidato, que inclui mala direta para a entrega de panfletos em dois tipos de modalidades: com o endereçamento, quando o contratante fornece o endereço das pessoas a quem deseja que seja entregue o material, e sem endereçamento, quando o panfleto deve ser entregue pelo carteiro ao longo de sua rota.
Segundo o presidente da estatal, Wagner Pinheiro de Oliveira, tudo indica que esse último é o caso de um vídeo que está sendo divulgado na internet, que mostra um carteiro distribuindo propaganda de campanha. “Pelo vídeo, tudo indica que ele [o carteiro] está cumprindo o seu papel. (...) Tudo indica que essa foi uma entrega domiciliar não endereçada”, afirmou durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (2).
Correspondência será entregue no prazo
Pinheiro disse indignado com os ataques feitos por políticos que acusam a empresa de ter deixado de entregar correspondências da campanha de candidatos oposicionistas em municípios mineiros. Segundo ele, não houve extravio de correspondências. O que pode ter acontecido, explicou, é o material ter sido recusado pelo destinatário ou porque o destino final era de estabelecimentos comerciais, tipo de domicílio que não foi contratado pelo serviço.
Wagner Pinheiro garantiu que todo o material de campanha será distribuído até sábado, dentro do prazo eleitoral. Ele reafirmou ainda que todas as atividades eleitorais de integrantes dos Correios estão sendo realizadas fora da empresa e do horário de expediente, à noite, e de forma voluntária, o que é um direito de qualquer cidadão e não fere a lei eleitoral.
Ao lado de por oito vice-presidentes da estatal, o presidente dos Correios disse que a entrevista desta quinta-feira foi realizada porque a diretoria decidiu apresentar a versão da empresa para os ataques que vem sofrendo.
“O trabalho dos Correios obedece critérios e não será afetado com acusações descabidas e injustas”, disse Oliveira, acrescentando que pretende estudar quais medidas judiciais poderão ser tomadas contra essas acusações.
Espaço do candidato
Wagner Pinheiro mostrou uma apresentação de como os Correios entregam malas diretas com ou sem identificação de destinatário para campanhas eleitorais, reafirmando que foram abertas exceções a candidatos para entregar as correspondências sem a chancela da estatal.
Segundo ele, há casos em que o partido explica que o material já está pronto e foi impresso sem os dados e que a não-entrega acarretará prejuízos para legenda. Nestas condições, é feita uma autorização especial para que a entrega dos panfletos seja feita ainda assim.
De acordo com a apresentação, os Correios tiveram uma receita de R$ 20,6 milhões até o dia 30 de setembro com a entrega de material de campanha com endereço e R$ 19,3 milhões a entrega de correspondências sem endereço, totalizando R$ 39,9 milhões.
A mala direta foi encomendada por 1.852 remetentes, entre partidos, comitês e candidatos – DEM, PDT, PHS, PMDB, PP, PPS, PR, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, PT, PTdoB, PTB, PTN e PV.
De acordo com os Correios, 107,5 milhões de cartas são entregues na modalidade sem endereço específico (76,87% do total) e 34,2 milhões com destinatários específicos (24,13%).
Em Minas Gerais, os Correios distribuíram 6,7 milhões de correspondências com endereço (18,75%) e 26 milhões de correspondências de mala direta sem endereço (81,25%), totalizando uma receita de R$ 8,9 milhões.
Fonte:
Portal Brasil
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