Governo
Brics se comprometem a nomear chefe do Banco de Desenvolvimento antes da próxima cúpula
G20
Os presidentes e primeiros-ministros dos Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – reiteraram seu compromisso com a criação de um Banco de Desenvolvimento (NBD) e um Acordo Contingente de Reservas do grupo, que se reuniu na manhã de sábado (15), 20h30 de sexta-feira, no horário de Brasília, durante encontro do G20, na Austrália.
Eles anunciaram a formação do Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa do estabelecimento do NBD e pediram que ministros de Finanças dos cinco países designem o Presidentes e Vice-presidente do Banco.
Assim como o novo presidente, os Brics querem que as regras do Acordo de Reservas estejam prontas antes da próxima reunião de Cúpula, que acontecerá na Rússia em julho de 2015.
BRICS enfatizam necessidade de reforma do FMI
Os Brics classificaram como “desapontamento e grave preocupação” a não-implementação das reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para eles, a demora afeta a credibilidade e legitimidade do Fundo.
“A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos Líderes do G20 desde 2009. Na eventualidade de os Estados Unidos não lograrem ratificar as reformas de 2010 até o final do ano, os líderes exortaram o G20 a agendar uma discussão sobre as opções quanto aos próximos passos, conforme FMI se comprometera a apresentar em janeiro de 2015”, defenderam o grupo em nota à imprensa.
Os líderes dos cinco países se reuniram na manhã de sábado (20h30 de sexta-feira, no horário de Brasília), durante encontro do G20 na Austrália, onde se comprometeram a nomear chefe do Banco de Desenvolvimento antes da próximo cúpula.
Os Brics demonstraram seu otimismo ao destacar que uma “recuperação forte e duradoura ainda está por se materializar” depois da crise financeira de 2009.
Eles ressaltaram a importância das economias emergentes, que estão preparadas para choques externos e têm sustentado o crescimento apesar de impactos de políticas monetárias dos países desenvolvidos.
O grupo afirmam ainda que é preciso fazer mais para sustentar a demanda global no curto prazo e promover investimento de longo prazo. Para isso, ressaltaram a necessidade de investimentos e reformas econômicas.
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