Governo
Chefes de estado enaltecem Brasil por avanços no Plano de Ação
BRICS
Os líderes reunidos na cúpola do G20 cumprimentaram o Brasil pelo êxito da VI Cúpula do BRICS e notaram os avanços na implementação do Plano de Ação de Fortaleza.
Ressaltaram que a assinatura dos acordos para o estabelecimento do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR) conduziram a cooperação entre os BRICS a um patamar fundamentalmente novo, com a criação de ferramentas que contribuem para a estabilidade do sistema financeiro internacional.
Eles ainda manifestaram seu compromisso com vistas à ratificação célere de ambos os instrumentos.
Os líderes foram informados sobre os avanços na implementação do Plano de Trabalho para o estabelecimento do NBD e solicitaram a seus Ministros de Finanças que designem o Presidente e os Vice-Presidentes do NBD com bastante antecedência à próxima Cúpula do BRICS na Rússia.
Também anunciaram a formação do Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa do estabelecimento do NBD.
Os chefes de estados pediram a seus ministros de finanças e presidentes de bancos centrais que garantam que, até a próxima Cúpula BRICS, o Grupo de Trabalho do ACR conclua a elaboração das regras processuais e diretrizes operacionais do Conselho de Governadores e do Comitê Permanente do ACR.
Também solicitaram a seus presidentes de Bancos Centrais que assegurem que o Acordo entre Bancos Centrais, previsto no ACR, seja concluído até a Cúpula na Rússia.
Eles intercambiaram impressões e compartilharam suas perspectivas sobre as principais questões da agenda da Cúpula do G20, bem como os resultados esperados, inclusive medidas para promover o crescimento e a criação de empregos; investimento e infraestrutura; comércio; fortalecimento do sistema financeiro e cooperação em matéria tributária; e questões energéticas.
A respeito da economia mundial, seis anos depois do início da crise financeira internacional, os líderes observaram que uma recuperação forte e duradoura ainda está por se materializar.
Economias emergentes de mercado têm contribuído para a atividade econômica global ao manterem taxas de crescimento elevadas, a despeito de circunstâncias adversas e dos impactos das políticas das principais economias avançadas, sobretudo as monetárias.
Os Líderes tomaram nota dos esforços do G20, mas ressaltaram que é preciso fazer mais para sustentar a demanda global no curto prazo, especialmente por parte das economias avançadas, e para promover um incremento do investimento e do potencial de crescimento de longo prazo.
Falou-se ainda que investimentos e reformas econômicas são crucialmente importantes para aumentar a demanda e alavancar o crescimento de longo prazo.
Economias emergentes de mercado permanecem, em geral, bem preparadas para enfrentar choques externos.
Ebola
Profundamente preocupados com a epidemia de Ebola e seu severo impacto econômico e social, os Líderes expressaram seu compromisso em trabalhar com a comunidade internacional no combate a essa epidemia e apoiaram esforços envidados pelas Nações Unidas e suas agências, inclusive a Organização Mundial de Saúde, assim como outras instituições.
Conforme acordado na Cúpula de Fortaleza, os líderes reafirmaram seu compromisso em reforçar a cooperação plena intra-BRICS, com base em espírito de abertura e inclusão, em particular nos domínios econômico e financeiro, e manifestaram expectativa quanto à formulação de um marco para cooperação econômica de longo prazo para forjar uma parceria econômica mais próxima do BRICS.
Fonte:
Portal Brasil com informações da Presidência da República
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















