Governo
Laudo sobre a morte de João Goulart sai na próxima semana
Perícia
"Seguramente avançamos no fortalecimento da democracia", afirmou Ideli Salvatti
Os peritos responsáveis pela perícia dos restos mortais do ex-presidente João Goulart trabalharão nos laudos encaminhados pelos laboratórios estrangeiros até a próxima segunda-feira (1º). No mesmo dia, o resultado oficial será apresentado à família e depois tornado público.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (25), pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Ideli Salvatti, durante entrevista coletiva sobre o cronograma da etapa final dos trabalhos de perícia.
“Independentemente do resultado da perícia, uma coisa é certa: todo esse trabalho, em si, constitui um passo importante na composição da história do País", disse Salvatti.
"Seguramente avançamos no fortalecimento da democracia e na reafirmação do direito que todo brasileiro e toda brasileira tem de conhecer sua própria história e a história de seu país”, complementou a ministra.
O ex-presidente morreu no exílio, na Argentina, em 1976. O laudo oficial afirma que ele sofreu um ataque cardíaco. Entretanto, há suspeitas de que ele tenha sido envenenado por uma cápsula colocada no frasco de medicamentos que tomava para combater problemas no coração.
Para a família de Jango, ele teria sido assassinato em uma ação da Operação Condor, aliança entre as ditaduras militares da América do Sul nos anos 1970 para perseguir opositores dos regimes.
Perícia
Ao todo, três laboratórios foram responsáveis pelos laudos finais:
- O brasileiro TASQA Serviços Analíticos, que analisou os gases liberados no momento da exumação;
- O português Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses; e
- O espanhol, Serviço Externo de Ciências y Técnicas Forenses, ambos encarregados de examinar os restos mortais.
O trabalho foi acompanhado por peritos da Argentina, do Uruguai e de Cuba, representantes da Cruz Vermelha e do Ministério Público Federal, além da família de Jango. Os restos mortais do ex-presidente foram exumados há um ano, em São Borja (RS), sua cidade natal.
Fonte:
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
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