Governo
Dilma condena atentado contra jornal francês
Terrorismo
"Sangrento e intolerável', essa foi a classificação dada nesta quarta-feira (7) pela presidenta Dilma Rousseff ao atentado terrorista realizado contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo.
Segundo a presidenta, "esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa".
Foi com profundo pesar e indignação que tomei conhecimento do sangrento e intolerável atentado terrorista ocorrido nesta quarta-feira, 7 de janeiro, contra a sede da revista “Charlie Hebdo”, em Paris.
Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa.
Nesse momento de dor e sofrimento, desejo estender aos familiares das vítimas minhas condolências. Quero expressar, igualmente ao Presidente Hollande e ao povo francês a solidariedade de meu governo e da nação brasileira.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Entenda o caso
Nesta quarta-feira (7), dois homens armados com um fuzil kalashnikov e um lança-foguetes atacaram a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, no centro de Paris.
Além de matarem 12 pessoas, os terroristas deixaram 20 feridos, quatro em estado grave. Entre os mortos está o diretor do jornal, Stephane Charbonnier.
Num vídeo do ataque, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado e divulgou no site da televisão pública France Télévisions, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (Alá é grande) entre o som de vários disparos.
Segundo o presidente da França, François Hollande, não há dúvidas de que se trata de um atentado terrorista. "A França está diante de um choque", disse o chefe de Estado.
O jornal causou polêmica já em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten.
Em 2011, a sede do semanário foi destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islâmico Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.
Repercussão internacional
A presidência dos Estados Unidos condenou hoje (7) o ataque contra o jornal. “Toda a Casa Branca está solidária com as famílias das pessoas mortas e feridas neste ataque”, afirmou Josh Earnest, porta-voz do presidente americano, Barack Obama, à emissora de televisão MSNBC.
Earnest destacou que altos responsáveis da Casa Branca estão em contato direto com as autoridades francesas. "Os Estados Unidos estão prontos para colaborar com os franceses para os ajudar na investigação”, acrescentou.
A Espanha também condenou o ato terrorista e o classificou de "vil e covarde”. “Recebemos com horror a notícia do ato terrorista", afirmou o governo espanhol num comunicado.
“O Governo, em nome do povo espanhol, exprime a sua condenação mais firme” deste ataque, acrescentou. A Espanha “defende nos termos mais fortes do que nunca a liberdade de imprensa como um direito fundamental e irrevogável”, ressaltou o governo da Espanha.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitiu suas condolências pelas vítimas e condenou o terrorismo em todas as suas formas, disse seu porta-voz.
“O presidente Putin, tendo em conta o trágico acontecimento em Paris, expressa as suas condolências aos familiares e entes queridos dos mortos e também ao povo de Paris e a todos os franceses”, disse o porta-voz.
“Moscou condena firmemente o terrorismo em todas as suas formas”, declarou à agência Tass Dmitry Peskov, o porta-voz de Putin, adiantando que “nada pode justificar ataques terroristas”.
A chanceler alemã, Angela Merkel, por sua vez, enviou carta de condolências ao presidente francês François Hollande na qual classificou a ação dos terroristas como “atentado abominável”.
“Fiquei chocada quando soube do atentado abominável ao jornal em Paris”, escreveu Merkel. Para a chanceler, “este ato horrível não é apenas uma agressão contra a vida das cidadãs e cidadãos franceses”, constitui “também um ataque que nada pode justificar contra a liberdade de imprensa e de opinião, um fundamento da nossa cultura livre e democrática”.
Fonte:
Portal Brasil, com informações da Agência Brasil e do Portal Planalto
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