Governo
Ministros comentam prioridades para próximo mandato
Posse presidencial
Os ministros que vão compor a equipe da presidenta Dilma Rousseff no segundo mandato falaram sobre projetos e prioridades de suas pastas nesta quinta-feira (1°).
A nova ministra da Agricultura, Katia Abreu, disse que entra no governo com a meta de levar 1,5 milhão de pequenos agricultores à classe média.
“Vamos dar atenção total aos pequenos produtores. Se temos hoje 5 milhões [de produtores], apenas 150 mil estão na classe média rural brasileira. A exemplo das cidades, o foco do ministério é aumentar essa classe média rural”, disse Abreu.
A ministra também citou que seu trabalho na pasta vai ser guiado pelo diálogo com todos os setores e pela desburocratização. “Temos que facilitar a vida do produtor e não criar dificuldades. Temos que autorizar exportações, autorizar abertura de frigoríficos, autorizar empresas a funcionarem, o registro de agroquímicos, temos que ter agilidade. Queremos agilidade com eficiência e qualidade”, afirmou.
Cultura
O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que está tranquilo para assumir a nova função e que a experiência a frente da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo pode ajudar na nova tarefa.
“Estou vindo da experiência de São Paulo, conheço as duas pontas: o governo federal e o poder local, então acho que posso ajudar”, disse Ferreira, que foi ministro da Cultura entre 2008 e 2010.
Trabalho e emprego
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que vai dar continuidade à modernização da pasta com transparência total que, segundo ele, “é a melhor maneira de combater a corrupção”. Ele acrescentou que a prioridade será “a manutenção das políticas de geração de emprego e de valorização do salário”.
Dias ressaltou que o Brasil não está enfrentando uma crise econômica. “Quem está em crise é o mundo”. Ele defendeu a elaboração de um programa que dê continuidade ao que foi feito até agora “com a geração de 20 milhões de empregos, com a inclusão de 50 milhões de brasileiros na classe média, com as políticas de distribuição de renda”, afirmou.
Sobre as novas medidas anunciadas de mudança no seguro-desemprego, o ministro destacou que elas não subtraem nenhum direito. “Não afeta [o trabalhador]. Vai haver uma reunião com as centrais [sindicais] na primeira quinzena de janeiro para a gente discutir isso”, disse Dias.
Educação
O novo ministro da Educação, Cid Gomes, disse que vai priorizar a valorização dos professores, a ampliação da oferta de vagas em creches e no ensino integral, e a reforma do ensino médio.
Segundo Cid, além dessas prioridades, há ainda a agenda do ministério que está em curso e que deve tomar atenção nos próximos dias. "Na primeira semana vamos ter que decidir e divulgar o piso nacional do magistério. Na segunda semana tem o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio, na terceira semana abre a primeira etapa do Sistema de Seleção Unificada. Então tem uma agenda aí que tem que correr", disse.
Ciência e Tecnologia
O novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, também comentou os desafios para 2015. Ele disse que a realidade exige uma visão crítica, “mas que é necessário estimular as pessoas a confiar no futuro.”
Justiça
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o segundo mandato de Dilma será um grande governo. Em relação à Operação Lava Jato, Cardozo destacou que as investigações continuam.
“É muito importante que sigam essa linha de autonomia e independência para que todos aqueles que porventura praticaram ilícitos, sejam punidos dentro da lei”, afirmou Cardozo.
O ministro da Justiça também falou sobre a permanência da Força de Pacificação no Complexo da Maré (RJ). Segundo ele, o governo deve enviar projeto ao Congresso com propostas de mudanças constitucionais para que o Executivo participe nas políticas de segurança dos estados. Cardozo ressaltou que a Polícia Federal continuará atuando com autonomia política e econômica em relação aos Poderes.
Saúde
Confirmado para permanecer na pasta da Saúde no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que pretende iniciar a implementação do Programa Mais Especialidades ainda em 2015. O programa pretende criar uma rede de clínicas especializadas em todas as regiões do País.
Chioro falou com jornalistas durante a cerimônia de posse de Dilma, no Congresso Nacional, e disse que deve apresentar logo para a presidenta as diretrizes do programa. “Vamos apresentar, no início do ano, as diretrizes para Dilma, para ver se é este o caminho que iremos fazer para implementar”, disse.
O ministro adiantou que a implementação do Mais Especialidades será feita de forma gradual, mas que primeiro é necessário firmar um pacto entre municípios e estados, "porque o governo federal não executa as ações de serviços de saúde na ponta, são os estados e municípios”.
Chioro disse que espera um forte debate político nos próximos anos, mas ressaltou que se sente confortável para dialogar com os deputados e senadores, da base e da oposição, os rumos da política de saúde do país, e citou como exemplo o Mais Médicos.
“Mesmo um programa tão polêmico, que trouxe tanta discussão no cenário nacional, teve ampla aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado, e se transformou em um marco legal”, argumentou o ministro.
“Tenho convicção de que vamos ter margem para fazer o diálogo democrático, mas, acima de tudo, não atrasar a tomada de decisões importantes para fazer mudanças substantivas na sociedade brasileira”, concluiu Chioro.
O ministro disse ainda não acreditar em corte orçamentário para as ações de saúde e acredita que será mantido o que está previsto na Constituição. “O que não impede que a sociedade brasileira e o Congresso Nacional possam discutir que padrão de financiamento desejam para o sistema de saúde”, destacou.
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