Governo
Nelson Barbosa se reúne com empresários em São Paulo
Indústria e comércio
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, participou nessa quinta-feira (29) de reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ele falou sobre as medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo federal e a importância de investimentos público e privado para a recuperação da economia.
Barbosa apresentou à indústria a estratégia de reequilíbrio fiscal do governo com o objetivo de contribuir mais rapidamente para o crescimento econômico.
Barbosa reiterou que o governo propôs os ajustes necessários e que as MPs 664 e 665 devem ser defendidas no Congresso Nacional. "Nós propusemos as medidas no tamanho que achamos correto e vamos defender essas medidas no Congresso, na mídia e em todos os espaços. Vamos abrir um debate com as centrais sindicais e discutir isso no Congresso", disse.
O ministro lembrou que os ajustes vão muito além das alterações em benefícios, como a redução dos gastos de custeio a 1/18 avos do orçamento e a readequação do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), que reduz a necessidade de subsídio do governo.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu as medidas de austeridade adotadas pelo governo. "O ajuste fiscal tem que ser feito muito mais na mão da redução de despesas, e o ministro deixou claro que a intenção é essa mesmo. Setenta porcento do ajuste fiscal está do lado da redução de gastos, e não no aumento de arrecadação", apontou.
A apresentação de hoje na Fiesp encerrou a agenda do ministro Nelson Barbosa em São Paulo, que incluiu encontro com economistas e diretores do Instituto Lula e reunião com o Grupo de Conjuntura da Fundação Perseu Abramo.
Grupo de Trabalho
Barbosa destacou, ainda, a criação do Grupo de Trabalho (GT) Interministerial de Acompanhamento do Gasto Público, que será responsável por acompanhar a execução orçamentária e aperfeiçoar a gestão de políticas e ações de forma a otimizar os recursos públicos.
"Esse grupo vai discutir duas coisas: uma é qual a situação orçamentária dos ministérios para esse ano, como ele pode cumprir o 1/18 que está vigente enquanto o Congresso não aprovar o orçamento e depois como cada ministério vai poder se adequar".
Saiba mais sobre o GT instituído pelo decreto publicado hoje no Diário Oficial da União.
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