Governo
BID é peça importante para aumento da produtividade, diz Cláudio Puty
Relações internacionais
O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Claudio Puty, afirmou, durante a assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizada no sábado (28), que a instituição financeira é ferramenta fundamental para fomentar o aumento da produtividade na América Latina.
“Acreditamos que o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e suas estruturas são ferramentas importantes para ajudar nossos países a trilhar um caminho de aumento da produtividade por meio de financiamentos em infraestrutura, assim como ações de gestão pública transparente e troca de conhecimentos e experiências”, afirmou o secretário.
A afirmação de Puty, que representava o ministro Nelson Barbosa no evento, abordava o baixo crescimento da economia mundial e seus reflexos nos países da América Latina e Caribe, que têm sofrido com a redução dos preços das commodities.
O secretário também citou a atuação do Brasil na proposição de uma nova estrutura do BID, voltada ao financiamento de iniciativas privadas na região.
Em 2014, o BID aprovou US$ 2,2 bilhões em empréstimos ao Brasil, que é o principal país na carteira de projetos do banco. Esse valor representa 25% do total da carteira de investimentos do banco realizados na América Latina e Caribe, sendo o maior comparado com os valores captados por outros países.
Puty ainda salientou que os investimentos do BID deverão priorizar ações de infraestrutura, educação, inovações tecnológicas e atividades econômicas de baixo carbono.
“Essa nova estrutura contribuirá para o crescimento econômico equilibrado, com distribuição de renda, igualdade de gênero e sustentabilidade ambiental”, disse o secretário.
Prospecção de investimentos
Durante a assembleia anual do BID, Puty participou de agendas bilaterais para prospectar investimentos para o Brasil e debater a instituição de uma estrutura única do BID voltada ao financiamento de empresas.
O secretário reuniu-se com representantes do KfW, banco de fomento alemão. Na pauta possíveis investimentos em parceria com o governo brasileiro.
Em abril de 2014, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) e o banco alemão assinaram contrato de empréstimo no valor de US$ 335 milhões.
Os recursos, captados pelo banco brasileiro, por exemplo, estão sendo utilizados no financiamento de projetos de usinas eólicas que estão sendo implantadas no país por empresas brasileiras.
O KfW também tem investido em ações ambientais na Amazônia. Grande parte da carteira de investimentos do banco é direcionada a projetos sustentáveis e de preservação ambiental. Em 2012, 40% do volume de financiamento do banco foi direcionado para essas áreas.
Puty também se reuniu com o vice-ministro de Estratégia e Finanças da Coreia do Sul, Heenam Choi, para tratar da proposta de reforma da área do setor privado do BID.
O principal ponto em debate é concentrar em uma única estrutura as ações do banco direcionadas ao financiamento de atividades privadas com foco ao desenvolvimento sustentável dos países membros do BID.
O secretário se encontrou ainda com o gerente geral do Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), administrado pelo BID. Na reunião, o Brasil destacou o apoio à continuidade do fundo e manifestou interesse para que ele passe a integrar a nova estrutura que concentrará as atividades do BID com o setor privado.
Brasil e BID
O BID é a principal fonte de financiamento multilateral e conhecimento para o desenvolvimento da América Latina e do Caribe e empresta recursos para governos nacionais, provinciais, estatais e municipais, assim como para companhias do setor privado e organizações da sociedade civil.
Sua missão é combater a pobreza e a desigualdade e contribuir para políticas que ajudem a região a alcançar um crescimento sustentável. O convênio constitutivo que o criou foi concluído em Washington, em 08 de abril de 1959. O Brasil ratificou o convênio em 30 de dezembro do mesmo ano.
Atualmente, são 48 países membros, sendo 26 elegíveis para receber empréstimos (todos da América Latina e Caribe) e 22 não elegíveis. O Brasil está entre os cinco países que mais recebem Investimento Estrangeiro Direto (IED), registrando em 2013 uma captação de US$ 64 bilhões. Nesta relação, ocupa o primeiro lugares Estados Unidos (US$ 188 bilhões) e, em seguida, a China, que recebeu US$ 124 bilhões em IED.
Atualmente, estão sendo executadas 107 operações no Brasil. Essas iniciativas somam US$ 14,8 bilhões em financiamentos do BID. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) possui mais de 40 mil ações, com estados e municípios responsáveis pela execução das obras e que buscam alternativas para executá-los relacionadas ao financiamento.
Reunião
A assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento foi presidida pelo Brasil e realizada até o último domingo (29) na Coreia do Sul. O país asiático será o novo responsável por chefiar a assembleia até a próxima reunião, que acontece entre março e abril de cada ano.
Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento
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