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‘Oportunidade fundamental para pessoas da minha condição social’, diz bolsista brasileiro na Suécia

Cooperação

Brasil tem ampliado a cooperação na área acadêmica e a quantidade de estudantes brasileiros que estudam na Suécia por meio do Programa Ciência Sem Fronteiras
publicado: 19/10/2015 09h24 última modificação: 19/10/2015 09h24
Adriana Machado/Blog do Planalto “Não teria chance de chegar até aqui sem o Ciência sem Fronteiras”, diz Flávio Mazzaro, que cursa doutorado em ciências ambientais, em Estocolmo

“Não teria chance de chegar até aqui sem o Ciência sem Fronteiras”, diz Flávio Mazzaro, que cursa doutorado em ciências ambientais, em Estocolmo

Um dos compromissos da presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (19) em Estocolmo, na Suécia, é uma visita ao Instituto Real de Tecnologia ou (KTH, na sigla em sueco). A universidade é a maior instituição de ensino superior em tecnologia da Escandinávia e uma das oito escolas técnicas líderes da Europa.

O Brasil tem ampliado a cooperação na área acadêmica e a quantidade de estudantes brasileiros que estudam na Suécia por meio do Programa Ciência Sem Fronteiras. A KTH foi a instituição que mais recebeu alunos do CSF na Suécia e atualmente conta com 40 estudantes brasileiros, divididos entre os cursos de graduação e pós-graduação.

Um desses estudantes é Flávio Luiz Mazzaro de Freitas, de 29 anos. Morando em Estocolmo desde março deste ano para cursar doutorado em ciências ambientais na KTH, Flávio se diz privilegiado com a oportunidade de estar em uma instituição tão renomada por meio da bolsa concedida pelo governo brasileiro. Ele já havia cursado mestrado em 2009 na mesma instituição, mas na ocasião o incentivo havia sido concedido por um programa de bolsas da União Europeia.

“Tenho interesse em seguir a carreira acadêmica e essa oportunidade é fundamental, principalmente para pessoas com a minha condição social. Em outras condições, não teria chance de chegar até aqui sem o programa Ciência sem Fronteiras”, afirma.

O objeto da pesquisa que Flávio vem desenvolvendo são as mudanças no uso do solo brasileiro e para ele é importante que o resultado de sua qualificação possa contribuir para avanços tecnológicos no País. “Quero voltar para o Brasil e levar o que aprendi, não só do ponto de vista acadêmico, mas tudo o que absorvi dessa experiência de vida”, diz.

Radicada há muitos anos na Suécia, a professora Semida Silveira é professora na KTH e atualmente é diretora de assuntos para o Brasil da instituição. Para ela, a inovação só é possível quando há investimentos sistemáticos e consistentes na formação profissional.

“A formação do profissional está naturalmente na base da inovação, de você realmente ter pessoas que podem articular a transformação da sociedade. No final, é o resultado para a sociedade de todo investimento que é feito em educação e em pesquisa. Nós precisamos desse retorno, e esse retorno vem com a inovação, por meio da qual você cria, gera empregos e etc. E assim continua a cadeia”, avalia.

Na opinião de Semida, o Programa Ciência sem Fronteiras é audacioso e criou um processo “irreversível” de internacionalização do conhecimento.

“O Ciência sem Fronteiras é um projeto extremamente arrojado, em termos de governo, porque ele teve impactos quantitativos e qualitativos e vai continuar a ter, porque esse processo é irreversível, em termos de educação. A educação é uma base essencial, ela não é substituível. E você depois, então, tem que criar essas articulações de atores diferentes para que você possa então transformar isso em valor para o País: transformar o conhecimento em valor, transformar os investimentos em novos valores, no bem-estar da sociedade”, diz.

Fonte:

Blog do Planalto

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