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Governo

Jaques Wagner assume Casa Civil defendendo “harmonia, eficácia e eficiência”

Reforma

Novo ministro defende articulação com ministérios e mais conversa com base aliada no Congresso
por Portal Brasil publicado: 07/10/2015 00h00 última modificação: 07/10/2015 20h17

Empossado na manhã desta quarta-feira (7) como ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner defendeu a reforma administrativa anunciada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff como uma iniciativa para buscar “maior eficácia e maior eficiência ao governo federal”.

“A minha característica é tentar harmonizar todos os ministérios dentro das políticas de governo”, afirmou. “Não chego à Casa Civil com valentia, porque não é o meu estilo. Mas também não chego com medo, mas com coragem de enfrentar os desafios”, disse.

Wagner afirmou também que vai trabalhar com humildade. “A humildade é a melhor parceira daqueles que têm desafios profundos, daqueles que têm enormes desafios a superar em beneficio da sua gente.”

O ministro defendeu ainda uma maior “harmonia” na articulação política que será tocada por ele e Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria de Governo. “Estou no papel de articulador do governo e é claro que ninguém articula governo sem conversar”, sugeriu.

Impedimento

Wagner avaliou como uma “subversão” contra a democracia a disposição de setores da oposição em “construir” uma situação política para pedir o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Acho que está havendo no País, respeitada as nossas diferenças com a oposição, uma subversão perigosa”, disse.

“Acho um perigo as pessoas trabalharem com o impeachment como um instrumento de luta política. A luta política se trava no debate no Parlamento e nas eleições. A tentativa de colocar como objetivo da oposição chegar ao impeachment, por si só, está errada. Essa é a grande subversão, na minha opinião, extremamente perigosa", complementou.

O ministro Aloizio Mercadante, que passou o cargo na Casa Civil para Wagner, também criticou o que chamou de extensão da disputa de 2014 e a antecipação das eleições de 2018, ensaiado por setores da sociedade que desejam a queda do governo Dilma.

Ele disse que esses setores ameaçam a democracia e a recuperação da economia brasileira a partir da consolidação do ajuste fiscal. “É claro que o ajuste fiscal tem risco, mas eles são perfeitamente administráveis com a sintonia fina na dose do remédio. O risco do golpismo, porém, é absoluto e não é administrável. Erros na condução da economia podem ser corrigidos, crimes contra a democracia não”, disse.

A caminho do Ministério da Educação, Mercadante considerou que "o ideal é o ajuste fiscal ocorrer em ambiente político pactuado”, sem “mexer no calendário” eleitoral.

“O ajuste fiscal tornou-se inevitável. Enquanto 2014 não acabar na politicamente para setores oportunistas, enquanto todas as forças políticas não virarem a página eleitoral, enfrentaremos dificuldades desnecessárias para superar a crise”, afirmou.

Mercadante defendeu que o País só terá êxito na recuperação da economia “com extremo respeito à democracia”. “Tenho pena, muita pena, daqueles que por apostarem no quanto pior, melhor e nos seus interesses particulares, muitas vezes mesquinhos, saem por aí dizendo que o País acabou”, disse.

O ministro listou ações importantes do governo Dilma - como a criação do Pronatec, do Ciência Sem Fronteiras e a ampliação da rede de universidades federais, entre outras – como exemplo da “trajetória inédita na história do País, que tem como fio condutor a consolidação da democracia brasileira”.

“Atravessamos, sem dúvida, um período de turbulência econômica e política, mas o destino é promissor”, disse. “Temos um rumo claro e firme do desenvolvimento econômico, com eliminação progressiva da pobreza, a diminuição histórica das desigualdades, a inclusão social e a ampliação das oportunidades para todos.”

Fonte: Portal Brasil

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