Economia e Emprego
Para empresários, medidas de incentivo ao crédito dão fôlego às empresas
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
O pacote de medidas do governo federal que busca injetar R$ 83 bilhões na economia por meio de empréstimos e financiamentos foi bem recebido por alguns dos empresários que participaram nesta quinta-feira (28) da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília.
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas se Equipamentos (Abimaq), Carlos Buch Pastoriza, as medidas vão ajudar as empresas.
“Vai destravar o crédito”, comentou. “Sem dúvidas dá fôlego e ajuda a destravar a economia. É fundamental como medida emergencial, mas é necessário o ajuste fiscal (o ajuste das contas públicas).”
Para melhorar o ambiente de negócios das empresas, o governo anunciou sete medidas para ampliar a oferta de crédito no País. As medidas são direcionadas aos trabalhadores, empresas (pequenas, médias e grandes), infraestrutura, construção civil e setor agrícola.
Entre os benefícios, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse que as ações anunciadas durante a reunião do CDES vão estimular o investimento.
“Foi uma reunião muito positiva. Algumas medidas anunciadas tem condão de voltar a incentivar o investimentos”, afirmou.
CPMF para equilibras as contas
Também presente ao encontro, o presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, disse que durante a reunião do CDES a presidente Dilma Rousseff pediu que a sociedade receba bem a proposta de recriação da CPMF.
A presidente defende a volta da CPMF por ser um tributo com um potencial de arrecadação próximo de R$ 40 bilhões.
Esses recursos ajudariam o governo a organizar as finanças públicas, dando, ao mesmo tempo, fôlego para que o setor público possa fazer economia de gastos para controlar a dívida pública e fazer investimentos.
“Ela (a presidente) fez um apelo para que a CPMF seja bem recebida. Ela trouxe uma novidade ou reafirmou algo importante: ela (a CPMF) seria e será provisória, temporária. E evidentemente a sociedade e o Congresso vão avaliar essa possibilidade”, afirmou Setubal.
Para que o país retome uma trajetória de crescimento, ele fez uma sugestão categórica: “Muito trabalho”.
Fonte: Portal Brasil
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