Cidadania e Justiça
Chanceler argentina confirma apoio do governo Macri a Dilma
Relações Internacionais
A chanceler argentina, Susana Malcorra, disse, na segunda-feira (21), que o governo Macri apoia a presidenta Dilma Rousseff e que qualquer mudança só pode ser aceita se promovida por meio de instituições democráticas.
Em entrevista para detalhar a agenda da visita do presidente americano Barack Obama, que chega nesta quarta-feira (23) à Argentina, a ministra disse que a crise política e econômica no Brasil preocupa muito, pois o País é um forte aliado. “Não só esperamos que o Brasil resolva essa crise institucional, da melhor forma possível e o mais rapidamente possível, dentro dos procedimentos da democracia. Desejamos pelos brasileiros, e por nós também, por uma solução, porque precisamos de um sócio forte.”
Susana Malcorra recordou que, no último fim de semana, o presidente Maurício Macri disse publicamente que apoia Dilma, pois ela foi democraticamente eleita. “Como tal, não pode haver nenhuma forma de mudança que não seja feita mediante instituições democráticas."
A chanceler afirmou que qualquer situação atípica no Brasil afeta a Argentina. “Seguimos com muita preocupação o que está acontecendo no Brasil. Temos de ser muito cuidadosos no que diz respeito ao Brasil, porque a situação do ponto de vista institucional [o País] está em um momento de grande fragilidade”, disse Susana.
Susana disse que tem mantido contatos com os ministros das Relações Exteriores do Mercosul – bloco regional integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. O objetivo é emitir uma nota, manifestando apoio do grupo a uma solução institucional e rápida à crise brasileira. Por falta de tempo para realizar um encontro antes da visita de Obama a Argentina, Malcorra disse que os ministros estão estudando a possibilidade de fazer uma videoconferência.
A crise brasileira, disse a chanceler, tem um impacto econômico interno, mas também na Argentina: 40% do comércio internacional do País depende do Brasil, de acordo com a chanceler. "A preocupação é clara porque um País do peso, do tamanho e da importância regional que tem o Brasil for afetado por uma crise institucional, afeta a todos", disse Susana. "Queremos evitar uma desestabilização da região", completou.
Ainda de acordo com a ministra, a reunião de Obama e Macri tem como objetivo principal discutir a relação entre os Estados Unidos e a Argentina. Ela destacou que, no entanto, a agenda está aberta.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil
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