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Ficou claro que existem dois chefes do golpe, que agem juntos, diz Dilma sobre áudio

Política

"Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração", disse a presidenta
por Portal Brasil publicado: 12/04/2016 14h15 última modificação: 13/04/2016 16h24
Roberto Stuckert Filho/PR 'Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a farsa e a traição em curso, não há mais. Há um golpe de estado em andamento', disse Dilma

'Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a farsa e a traição em curso, não há mais. Há um golpe de estado em andamento', disse Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse, na tarde desta terça-feira (12), durante o Encontro Educação pela Democracia, no Palácio do Planalto, que a máscara dos golpistas caiu com o vazamento do áudio em que o vice-presidente faz uma espécie de discurso de posse, como se o impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo Dilma, ficou claro que há dois chefes do golpe que agem em conjunto.

“Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração. Agora conspiram abertamente à luz do dia para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita. Ontem, ficou claro que existem, sim, dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada. Ontem fiquei chocada com a desfaçatez da farsa do vazamento. Vazando para eles mesmos. Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a farsa e a traição em curso, não há mais. Há um golpe de Estado em andamento”, afirmou.

A presidenta explicou como funciona a tática dos golpistas para tentar retirá-la do cargo. “Não sei direito quem são o chefe e o vice-chefe. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz, com desvio de poder, o processo de impeachment. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse”, disse. “Cai a máscara dos conspiradores. O Brasil e a democracia não merecem tamanha farsa. O fato é que os golpistas que se arrogam, a condição de chefe e vice-chefe, do gabinete do golpe, estão tentando montar uma fraude para interromper no Congresso um mandato que me foi conferido pelos brasileiros”, complementou.

Dilma ainda tratou de um dos temas citados no áudio vazado e divulgado na imprensa: um suposto "pacto de salvação nacional". "Como acreditar num pacto de salvação  ou de unidade nacional, sem sequer uma gota de legitimidade democrática? Como acreditar que haverá sustentação para tal aventura?", questionou antes de emendar. "Com farsas, fraudes e sem legitimidade, ninguém pacifica, ninguém concilia, ninguém constrói unidade para superação de crises. Só as agrava e aprofunda", destacou.

Em seu discurso, ela também relacionou a divulgação do áudio com o relatório da comissão especial do impeachment, aprovado na segunda-feira (11) na Câmara dos Deputados. A presidenta chamou o texto de "frágil" por não apresentar justificativa jurídica para o impedimento.

"Na verdade, trata-se da maior fraude jurídica e política de nossa história. Sem ela, o impeachment sequer seria votado. O relatório da Comissão do Impeachment é o instrumento dessa fraude. O relatório é tão frágil, tão sem fundamento, que chega a confessar que não há indícios ou provas suficientes das irregularidades que tentam me atribuir. 
Pretendem derrubar, sem provas e sem justificativa jurídica, uma presidenta eleita por mais de 54 milhões de eleitores." 

Segundo a presidenta, os próximos dias serão de ataques à sua imagem por meio de informações falsas, vazamentos ilegais de delações e manchetes escandalosas. “Eles caluniam enquanto leiloam posições do gabinete do golpe. Peço que todos estejam atentos e vigilantes. Tentarão de tudo para nos intimidar, nos tirar das ruas. Não aceitem provocações. Mantenham-se unidos, porque não somos do ódio.”

No início do encontro com os profissionais da educação em defesa da democracia, cumprimentou efusivamente a estudante de Medicina, Suzane da Silva, que sofreu ameaças racistas após publicar nas redes sociais que "A casa grande surta quando a senzala estuda Medicina". Suzane estuda graças a uma bolsa do ProUni.

 No início de sua fala, Dilma disse que o Brasil não será o País do ódio, numa referência à escalada de tensão por conta da votação do processo de impeachment que ocorrerá domingo, na Câmara dos Deputados.

“E que não se construa o ódio como uma forma de se fazer política no País. O ódio, a ameaça, a perseguição de pessoas”, afirmou.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto

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