Cidadania e Justiça
Homenagem a torturador na Câmara é um absurdo, diz Menicucci
Política
A secretária especial de Política para as Mulheres do Ministério de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, disse nesta terça-feira (19) estar indignada com a votação do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff. Para a secretária, não há motivos para o impeachment da presidenta, o que consistiria em risco à democracia.
Em discurso durante evento em Brasília, a secretária especial considerou absurda as homenagens de parlamentares à ditadura e ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna), um dos órgãos atuantes na repressão política no período da ditadura militar.
"Tenho honra e orgulho de, junto com a presidenta Dilma, ter lutado contra a ditadura cívil-militar neste País. Eu fui torturada no Doi-Codi em São Paulo por aquele canalha que foi homenageado na Câmara. Fui torturada na mão dele. E são esses senhores (os responsáveis pela homenagem) que querem tirar a presidenta", disse.
Eleonora ponderou que considera a presidenta Dilma uma mulher forte e determinada e que "não passa na cabeça desta mulher a palavra renúncia". Ela destacou ainda o compromisso do governo federal, nestes últimos anos, em avançar com os programas de autonomia política e financeira para as mulheres, as cotas raciais e a tolerância zero com a violência de gênero.
"Meus sonhos de adolescente e de cidadã estão sendo torturados, que é o sonho de uma democracia firme e consolidada, com respeito às diferenças e respeito as opiniões divergentes. Mas não vão matar a minha esperança em um país cada vez mais forte, livre, com menos ódio e com mais tolerância com as pessoas que pensam, vivem, vestem e amam de forma diferente", completou.
Fonte: Portal Brasil
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