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Presidente Michel Temer dirige uma palavra à Nação

Presidência da República

"Não falaremos em crise: trabalharemos. O nosso lema é Ordem e Progresso", disse Michel Temer
por Portal Brasil publicado: 12/05/2016 18h44 última modificação: 13/05/2016 11h32
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil O presidente interino do Brasil, Michel Temer ressaltou sua confiança nos valores que formam o caráter de dos brasileiros

O presidente interino do Brasil, Michel Temer ressaltou sua confiança nos valores que formam o caráter de dos brasileiros

Em seu primeiro pronunciamento como presidente interino do Brasil, Michel Temer ressaltou sua confiança nos valores que formam o caráter dos brasileiros, na vitalidade da nossa democracia, na recuperação da economia nacional, nos potenciais do País, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de enfrentar os desafios deste momento de grandes dificuldades.

"É urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional", disse Temer, convocando partidos políticos, lideranças, entidades organizadas e o povo brasileiro para tirar o País da grave crise  em que se encontra. 

"Ninguém, individualmente, tem as melhores receitas paras as reformas que precisamos realizar, mas nós, governo, parlamento e sociedade, juntos, as encontraremos", destacou o presidente, convicto da necessidade de resgatar a credibilidade do Brasil no cenário interno e internacional, para que empresários e trabalhadores se entusiasmem e retomem seus investimentos e empregos.

Segundo o presidente, um projeto que garanta plena empregabilidade exige, no entanto, aplicação e consolidação de  projetos sociais. "Portanto, reafirmo: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies,  o Prouni e o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo e, portanto, terão a sua gestão aprimorada."

Temer disse também que seu compromisso com reformas necessárias não alterará, de forma alguma, direitos adquiridos pelos cidadãos. Além disso, a agenda de reformas será balizada pelo diálogo e conjugação de esforços.

"Queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade. É preciso governabilidade. E governabilidade exige aprovação popular ao próprio governo. A classe política unida ao povo conduzirá o crescimento do País. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da maquina governamental.", afirmou.

O presidente falou da busca permanente dos instrumentos de controle e apuração de desvios, destacando a operação Lava Jato. "A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la."

Michel Temer disse que um dos maiores desafios de seu governo será reequilibrar as contas públicas e tornar o Estado mais eficiente. "A primeira medida na linha dessa redução está aqui representada: eliminamos vários ministérios. E o governo não vai parar por aí: já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados desnecessários, sabidamente na casa dos milhares. Como um parêntese, quero anunciar que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e cambial."

Temer reconheceu que tem pouco tempo, mas o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa. "Não falaremos em crise: trabalharemos. O nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual. Peço a Deus que nos abençoe a todos. A mim, aos congressistas, ao membros do poder judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos desafios. E aos brasileiros para que em breve tempo possamos agradecer a Ele pelo trabalho que, a partir de agora, será feito. Muito obrigado e melhores dias para o Brasil."

Antes de seu pronunciamento, Temer empossou os ministros do novo governo:

  • Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
  • Raul Jungmann, ministro da Defesa
  • Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
  • Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo 
  • Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
  • Bruno Araújo, ministro das Cidades
  • Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
  • Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
  • Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
  • Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
  • Leonardo Picciani, ministro do Esporte
  • Ricardo Barros, ministro da Saúde
  • José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
  • Henrique Alves, ministro do Turismo
  • José Serra, ministro das Relações Exteriores
  • Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
  • Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
  • Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
  • Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
  • Marcos Pereira, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
  • Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
  • Fernando Filho, ministro de Minas e Energia
     

Fonte: Portal Brasil, com informações da Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto

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Assunto(s): Governo federal

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