Governo
Cidades herdou compromissos absurdos, afirma ministro
Orçamento
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, apresentou, nesta quinta-feira (2), dados que mostram a "herança deixada pelo governo afastado". Araújo relatou que os compromissos feitos pela gestão anterior deixaram uma fatura praticamente impagável frente ao tamanho do Orçamento disponível. Apesar disso, ele garantiu que o programa Minha Casa Minha Vida está mantido.
Ele explicou que o ministério tem de empenhar em 2016 o equivalente a R$ 66,58 bilhões, mas tem em caixa apenas R$ 7,92 bilhões. “O Ministério das Cidades foi o maior passador de cheques sem fundos. Isso tem de ser discutido a nível de governo, de sociedade, sobre o que fazer com essa expectativa gerada”, ponderou o ministro.
Segundo ele, o problema vai além de expectativas frustradas, já que recursos públicos foram colocados no desenvolvimento de projetos. “Foi feita toda uma movimentação para se construir algo que levou a números incompreensíveis. Estamos falando de gestão temerária”, criticou Araújo.
Compromissos
Considerando a disponibilidade de recursos de 2016, seriam necessários 71 anos para quitar os compromissos firmados apenas com os projetos de mobilidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O cálculo foi feito pela equipe do Ministério das Cidades. No caso de saneamento, seria preciso 40 anos para saldar tudo.
Para quitar os programas das secretarias ligadas ao ministério, é necessário 77 anos; no PAC Urbanização, 31 anos; e no Minha Casa Minha Vida, 2 anos. “A sociedade vai conversar com o governo interino para saber onde o governo anterior deixou o dinheiro. Estamos fazendo um esforço para pagar as obras em andamento, essa é a prioridade”, afirmou.

Falta de recursos
Araújo ainda listou outros problemas encontrados por ele ao assumir a pasta. Em 60 dias, segundo ele, se o governo não puder viabilizar recursos, não haverá dinheiro para pagar a tração dos metrôs operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). “Apenas em Recife a empresa atende 500 mil pessoas por dia e o governo afastado não deixou dinheiro”, relatou o ministro.
Ele ainda frisou que o governo afastado diminuiu recursos do Minha Casa Minha Vida, derrubando o Orçamento do programa de R$ 16 bilhões em 2015 para R$ 2,21 bilhões neste ano.
“A herança do governo afastado é uma queda brutal no orçamento para 2016”, observou. “Vamos dar continuidade ao programa, continuar com as mesmas regras, mas com algum aprimoramento no sentido de dar mais eficiência e reduzir burocracia”, explicou.
Fonte: Portal Brasil
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