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Ipea apresenta na 2ª avaliação dos brasileiros sobre situação do transporte urbano

por Portal Brasil publicado: 21/01/2011 15h50 última modificação: 28/07/2014 13h00

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga nesta segunda-feira (24), o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips): Mobilidade Urbana. O indicador analisa como a população brasileira percebe a mobilidade urbana e seus temas derivados como: eficácia do transporte público, dificuldades encontradas em sua utilização, condições das vias, motivos de utilizações, entre outros. 

Já é de 47% o total de domicílios no País cujos proprietários possuem automóveis ou motocicletas para seu deslocamento. Em 2008 o número era de 45,2%, segundo estudo do Ipea divulgado em dezembro. O instituto prevê que a elevação desse porcentual está na contramão do que defendem os especialistas de trânsito, que é o aumento do transporte coletivo. Segundo o Ipea, se não houver investimentos volumosos nesta área, a mobilidade urbana ficará cada vez mais comprometida com os congestionamentos. 

O estudo a ser divulgado na segunda-feira traz dados em análises por regiões, etnias, nível de escolaridade e faixa salarial, apontando, por exemplo, qual meio de transporte é mais utilizado para locomoção dentro da cidade, avaliação da sociedade quanto à qualidade do transporte público, condição e sensação de segurança dentro dos meios de transportes, tipo de integração utilizada no dia-a-dia, frequência dos congestionamentos enfrentados, pontualidade na frequência dos transportes públicos utilizados e adaptação dos meios de transporte mais usados por portadores de necessidades especiais. 

O Sips – Mobilidade Urbana apresenta ainda informações sobre quanto se respeita o ciclista e pedestre nas regiões, tempo gasto no deslocamento diário para quem anda a pé ou de bicicleta, e quais as principais características observadas pela população para a escolha do transporte.

 

O que é o Sips 

O sistema de indicadores permite ao setor público estruturar suas ações para atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. As primeiras edições foram sobre justiça, cultura, segurança e gênero. Ainda serão lançadas avaliações sobre saúde e educação. 

A pesquisa é feita presencialmente. Para a elaboração do indicador, foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do Brasil. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5%, e o grau de confiança é de 95%. 

Fonte:
Agência Ipea

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