Infraestrutura
Comunicações vai coordenar políticas de inclusão digital do governo, diz Paulo Bernardo
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participou nesta quinta-feira (24), em Brasília, da abertura do 9º Seminário de Políticas de Telecomunicações. Durante o evento, o ministro disse que, por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o Ministério das Comunicações (MiniCom) vai coordenar várias ações de inclusão digital desenvolvidas em pelo menos 13 ministérios. Paulo Bernardo afirmou que a primeira reunião de fórum do governo com todos envolvidos em atividades e/ou projetos de inclusão digital deve ser realizada em breve.
O ministro citou como exemplos de inclusão digital as ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário em assentamentos, pontos de cultura nas periferias das grandes cidades e o programa de banda larga nas escolas públicas de todo Brasil, entre outros.
Internet
Bernardo disse que o programa Computador Para Todos desenvolveu a indústria nacional, que vendeu cerca de 14 milhões de computadores em 2010. Segundo o ministro, “todo este pessoal que comprou computador quer acesso à internet que ainda hoje no Brasil é pouca e cara”. O ministro disse que o Brasil poderia ter vendido 6 milhões de computadores a mais no ano passado, caso os serviços de internet fossem mais acessíveis.
O ministro afirmou que este é o objetivo Programa Nacional de Banda Larga, “massificar a internet”. Paulo Bernardo disse que, em conversa com a presidenta Dilma Rousseff esta semana, ela lhe disse da prioridade absoluta que quer dar ao projeto de oferecer banda larga a preços reduzidos em todo Brasil.
A expectativa de Paulo Bernardo é que, “nos próximos anos”, 80% dos municípios tenham acesso à grande rede. Dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) indicam, no entanto, que 4.897 (88%) das cidades brasileiras já dispõem de acesso à banda larga.
Políticas industriais
Durante o seminário, o ministro Paulo Bernardo afirmou ainda que o MiniCom deverá integrar o conselho que define políticas industriais. Segundo o ministro, esta foi uma orientação da presidenta Dilma e as conversas para o enquadramento dos tablets como computadores já está adiantada, o que irá possibilitar que entrem no programa, barateiem o custo e incentivem a produção nacional.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil













