Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2011 > 02 > Empresas paulistanas compram produtos de crimes ambientais, diz estudo

Geral

Empresas paulistanas compram produtos de crimes ambientais, diz estudo

por Portal Brasil publicado: 24/02/2011 11h45 última modificação: 28/07/2014 13h01

As grandes empresas que atuam no mercado da capital paulista continuam ligadas a crimes ambientais e sociais na Amazônia, mostra a pesquisa Conexões Sustentáveis. No entanto, o estudo anunciado na quarta-feira (23) pelo Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo mostrou redução dessa relação. 

“Um fato importante foi o lançamento dos pactos setoriais da pecuária bovina, da soja e da madeira. Eles representam um importante esforço de empresas que não querem ver seus nomes ou seus produtos associados à devastação”, destaca o estudo. 

A pesquisa analisou as cadeias produtivas da soja, carne e madeira – e rastreou os impactos na devastação da Amazônia até os varejistas que vendem esses produtos para o consumidor final. “São Paulo continua como a mais importante financiadora da devastação da Floresta Amazônica”, diz o estudo.

Na produção de soja, a pesquisa constatou que quatro grandes companhias, sendo três multinacionais, tiveram como fornecedor uma empresa que possuí áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso. O grupo citado também é dono de uma propriedade instalada irregularmente na Terra Indígena Maraiwatsede. Segundo o relatório, essas empresas agrícolas acumulam R$ 58 milhões em multas por crimes ambientais.

Em relação à carne, cinco frigoríficos foram identificados como compradores de animais de um pecuarista que teve áreas embargadas pelo Ibama. Por conta do desmatamento irregular, o produtor foi multado em R$ 14 milhões. 

Os produtos finais fabricados com a soja e carne provenientes de fazendas infratoras são, segundo a pesquisa, revendidos por supermercados da capital paulista.

Na cadeia da madeira, o estudo mostra que o fornecedor de móveis para uma grande empresa de produtos populares comprou madeira de um produtor que figura no cadastro de áreas embargadas do Ibama. Além disso, o madeireiro mato-grossense também já constou na  “lista suja” do trabalho escravo, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Erro
Ocorreu um erro enquanto renderizando o portlet.

Últimas imagens

Melhor navegabilidade da bacia do Tocantins-Araguaia também vai favorecer pequenas comunidades agrícolas
Melhor navegabilidade da bacia do Tocantins-Araguaia também vai favorecer pequenas comunidades agrícolas
Foto: Divulgação/Ministério da Integração
Ministro das Cidades, Bruno Araújo, participa de evento do programa Minha Casa Minha Vida, que beneficiou cerca de 360 famílias em São Paulo
Ministro das Cidades, Bruno Araújo, participa de evento do programa Minha Casa Minha Vida, que beneficiou cerca de 360 famílias em São Paulo
Divulgação/Ministério das Cidades
A iniciativa possibilitará uma oferta maior de água para as populações rurais atingidas pela estiagem e seca.
A iniciativa possibilitará uma oferta maior de água para as populações rurais atingidas pela estiagem e seca.
Foto: Adriana Fortes/MD
Na cerimônia, 480 casas do Residencial Maria Pires Perillo foram entregues.
Na cerimônia, 480 casas do Residencial Maria Pires Perillo foram entregues.
Divulgação/ministério das Cidades
A Aneel fiscalizará o custo, que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) deverá cobrir para garantir as adequações.
A Aneel fiscalizará o custo, que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) deverá cobrir para garantir as adequações.
Foto: Renato Sette Câmara/Prefeitura do Rio

Governo digital