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Infraestrutura

Conselho diz que distribuição de cestas básicas gera problemas para afetados por Belo Monte

por Portal Brasil publicado: 09/03/2011 17h51 última modificação: 28/07/2014 13h03

A distribuição de cestas básicas pelo consórcio Norte Energia a populações indígenas que serão afetadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte está acarretando problemas às comunidades. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), existem comunidades que deixaram de preparar suas roças tradicionais por estarem recebendo alimentos gratuitamente.

Para o secretário adjunto do Cimi, Cléber Buzatto, as cestas causam dependência externa, criam problemas e prejuízos para as populações.“Não há nada de positivo em Belo Monte”, disse.

A informação de que a terraplanagem para o canteiro de obras da usina já foi iniciada deixou os missionários do Cimi preocupados. “Isso mostra que a obra está alicerçada na ilegalidade e na inexistência de diálogo com as populações locais”, criticou Buzatto. 

Para ele, em vez de investir em novas hidrelétricas, o Brasil poderia melhorar a estrutura já existente. “O País poderia ampliar sua capacidade energética se investisse na estrutura existente. Isso não acontece porque não dá ganhos para as grandes corporações envolvidas no processo”, avaliou Buzatto.

Os apagões, segundo ele, provam essa tese. “Eles [os apagões] aconteceram em consequência de uma série de problemas técnicos básicos que confirmam a falta de investimentos na rede existente.Temos de investir na repotencialização das turbinas que estão defasadas. Isso resultaria, entre as perdas de transmissão, em um ganho de 20%”, argumentou.

Ele adianta que o Cimi, que é vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), continuará atuando nas comunidades com mobilizações contrárias à obra. “Estamos programando uma mobilização para os próximos dias. Nela faremos uma ação simbólica para demonstrar o valor do Rio Xingu e o modo de vida das populações locais que serão atingidas pela usina.”

Buzatto explica que os povos indígenas não veem o formato de desenvolvimento adotado pelo País como modelo de desenvolvimento para as futuras gerações.

“Para os indígenas, esse modelo hegemônico não é sustentável e resulta nas diversas catástrofes climáticas de que temos notícia. Além disso, eles sabem que a usina levará, para a região, mais violência, mais prostituição e mais exploração de trabalhadores, além da invasão dos territórios que eles preservam há milhares de anos”, completou o missionário.


Fonte:
Agência Brasil

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