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Política de conteúdo nacional não vai prejudicar desenvolvimento da indústria de petróleo, diz Gabrielli

por Portal Brasil publicado: 22/03/2011 18h16 última modificação: 28/07/2014 13h02

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta terça-feira (22) que a política de conteúdo nacional da indústria do petróleo não representa, neste momento, um “ponto de estrangulamento” para o desenvolvimento do setor. Segundo ele, o conteúdo nacional obtido pela Petrobras é maior do que o exigido por lei.

De acordo com Gabrielli, mesmo nos próximos anos, quando haverá um crescimento do segmento devido ao petróleo do pré-sal, a política não deverá representar um problema, já que os fornecedores brasileiros têm buscado aumentar a capacidade produtiva.

Além disso, o presidente da estatal espera que mais empresas estrangeiras se instalem no Brasil, para reforçar a política de conteúdo nacional. “O interesse internacional é enorme. O horizonte que nós temos [para as empresas estrangeiras] não é só atender às demandas da Petrobras ou às demandas brasileiras. Essas empresas estão se instalando também olhando para a expansão internacional dessa demanda, porque as águas profundas são a nova fronteira exploratória do mundo. Portanto, quem estiver preparado para atender às demandas de água profunda, vai atender agora ao Brasil, que representa a maior demanda neste momento, mas, posteriormente, pode atender à África ou ao Mar Negro, por exemplo”, disse.

O presidente da Petrobras também disse que o atual preço internacional do petróleo, entre US$ 110 e US$ 115, não constitui, por enquanto, um patamar de estabilidade que possa acarretar em aumento do preço da gasolina. O último aumento do combustível definido pela Petrobras ocorreu em maio de 2009, quando o barril estava cotado entre US$ 65 e US$ 85.

Sobre o interesse demonstrado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em relação ao petróleo do pré-sal, Gabrielli disse que, se os norte-americanos quiserem considerar o petróleo brasileiro um bem estratégico, precisam primeiro travar uma aliança estratégica com o Brasil. Essa aliança poderia se dar por meio de financiamentos de empresas brasileiras por instituições financeiras dos EUA, de incentivos à vinda de empresas americanas para o Brasil ou da facilitação para comercialização do produto brasileiro nos EUA.


Fonte:
Agência Brasil

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