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Infraestrutura

Brasil precisará investir R$ 450 bilhões no setor elétrico, afirma Eletrobras

por Portal Brasil publicado: 25/10/2011 17h24 última modificação: 28/07/2014 13h11

O presidente da Eletrobras, José da Costa, previu, nesta segunda-feira (24), em Florianópolis (SC), que o setor elétrico brasileiro terá que investir cerca de R$ 450 bilhões, nos próximos 20 anos, para enfrentar o desafio de gerar e transmitir energia com qualidade e sustentabilidade. A previsão de Costa foi feita durante a abertura dos trabalhos técnicos do XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), que está sendo realizado na capital catarinense até a próxima quarta-feira (26).

A geração de energia, segundo José da Costa, terá que saltar de 109.500 MW, em 2010, para 236 mil MW, em 2030. Para se ter uma ideia, em 1990, a energia elétrica gerada no País foi de 50 mil MW. Ou seja, nas próximas duas décadas, o setor elétrico brasileiro terá que elevar a sua capacidade de geração mais de duas vezes o que aumentou nas duas décadas anteriores.

Nos próximos 20 anos, o presidenta da Eletrobras aposta numa imensa expansão da energia eólica – que saltaria dos atuais 800 MW para 13.500 MW, numa variação de 1.587% –, seguida da biomassa, que sairia dos 4.500 MW registrados em 2010 para 22.300 MW, em 2030, numa elevação de 395,5%. No mesmo período, a energia hidrelétrica deve variar 90,7% – de 75.800 MW para 144.600 MW.

Em sua análise, José da Costa disse acreditar também que, nos próximos 20 anos, a energia fotovoltaica se firmará como uma opção e, por isso, defende que o Brasil domine todo o ciclo dessa fonte, como já faz com a energia nuclear. "Temos que dominar da mineração à geração final da energia", afirmou.

Transmissão

Outro desafio para o setor elétrico brasileiro, na opinião do presidente da Eletrobras, é o sistema de transmissão. Único no mundo, o sistema brasileiro também passará por uma grande evolução nos próximos 20 anos.

O aumento dessa malha, que sairá de 96 mil quilômetros, em 2010, para 182 mil quilômetros (mais 89,6%), implicará num grande esforço tecnológico, segundo José da Costa, com forte pesquisa para o desenvolvimento de sistemas em corrente contínua, que possibilitem levar energia por longas distâncias de maneira confiável.

Fonte:
Eletrobras

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