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Infraestrutura

Brasil não vai transferir empregos para outros países, diz presidenta na entrega de navio do PAC

por Portal Brasil publicado: 25/11/2011 20h18 última modificação: 28/07/2014 13h13

O Sistema Petrobras recebeu nesta sexta-feira (25) o navio Celso Furtado, construído pelo Estaleiro Mauá. É a primeira embarcação entregue por um estaleiro brasileiro à Petrobras desde 2007. Sua construção faz parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que marca a retomada da indústria naval brasileira com a abertura de novos estaleiros e a modernização dos existentes.

Com o Celso Furtado, já foram lançados ao mar quatro navios, todos batizados em homenagem a importantes personagens da história do Brasil. Com capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto, ele será responsável pelo transporte de combustíveis (gasolina e diesel) entre os estados. Segundo a Transpetro, subsidiária da Petrobras, duas mil pessoas trabalharam na construção do navio.

Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff disse que a indústria naval vai continuar gerando emprego. Além da Petrobras, as empresas de petróleo que atuam no País vão manter seus investimentos, o que aumentará a demanda por navios, plataformas e sondas. Os postos de trabalho aqui criados, afirmou a presidenta, não sairão do País.

“Eu lutei muito para que o Brasil voltasse a produzir o que ele era capaz. Nós não vamos transferir emprego para ouros países do mundo. Os empregos gerados para o Brasil serão mantidos no Brasil”, disse Dilma Rousseff.

A presidenta fez uma homenagem ao economista Celso Furtado (1920-2004), que, segundo ela, soube separar crescimento de desenvolvimento. “Um país só se desenvolvia se os empregos ficassem cada vez melhor, se cada família pudesse colocar seu filho na escola e ter acesso à saúde. Para ter desenvolvimento, teria que ter crescimento, geração de emprego e distribuição de renda. Senão, não era desenvolvimento.”

PAC

Pelo Promef, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverão ser entregues, até 2015, 49 navios petroleiros e gaseiros de grande porte, sendo 23 deles na primeira fase do projeto (com 65% de nacionalização) e 26 na segunda etapa (com 70% de nacionalização). Com isso, a frota da Transpetro, hoje com 53 navios, vai superar o número de 110 embarcações.

“Há dez anos, a indústria naval brasileira estava destruída. Não havia navios em construção, não havia funcionários, apenas um resíduo de dois mil funcionários, e nada mais. Hoje são 60 mil funcionários que trabalham na indústria naval brasileira”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Selo e carimbo comemorativos foram lançados pelos Correios na cerimônia no Estaleiro Mauá. Acompanha a imagem da embarcação Celso Furtado, a legenda “Primeiro navio do PAC em operação”.

Fonte:
Blog do Planalto

 

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